Opinião

Uso de canábis medicinal: um tema “demasiado mediatizado” pela comunicação social?

O uso de canábis para fins terapêuticos tem sido um dos temas mais debatidos nos últimos tempos, tendo sido aprovado no último mês de maio, pela comissão parlamentar de Saúde, a utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base de canábis medicinal. De acordo com o Prof. Doutor João Sá, em entrevista à News Farma, este é um tema “demasiadamente mediatizado”, sendo que para o neurologista do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) é um “assunto muito simples e linear”. Esta tem vindo a ser discutida como uma hipótese no tratamento dos doentes com esclerose múltipla, reconhecida já como opção terapêutica em alguns países do mundo.

 

61.º Congresso Português de Oftalmologia foca as doenças oculares associadas à idade

O 61.º Congresso Português de Oftalmologia arranca já na quarta-feira, dia 5 de dezembro, prolongando-se até dia 8, em Vilamoura, Algarve. As doenças oculares associadas à idade são o mote subjacente a esta edição da reunião, que pretende promover a partilha de conhecimentos e experiências entre os oftalmologistas dos vários pontos do país. Em entrevista à News Farma, o Prof. Doutor Manuel Monteiro Grillo, presidente do Congresso e da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, salienta a importância deste evento na formação dos especialistas.

VIH/SIDA em Portugal: qual o panorama?

O objetivo 90-90-90 da ONUSIDA (90% suprimidos dos 90% que se encontram sob tratamento dos 90% do total de doentes diagnosticados) para 2020, implica, no fundo, que cerca de 73% de todos os infetados por VIH estejam sob terapêutica específica, suprimidos e não infeciosos em 2020. Os dados portugueses mostram estarmos muito próximos dessa meta, o que naturalmente é muito bom. No entanto, será necessário que essas percentagens correspondam a números absolutos estáveis de doentes e não a valores rapidamente em crescendo.

Futuro dos cuidados de saúde no cidadão 2030

Numa sociedade cada vez mais digital, o impacto da tecnologia na saúde está a proporcionar uma enorme mudança na forma de relacionamento entre os cidadãos, enquanto pacientes, e os médicos. Uma das coisas que os pacientes sempre quiseram, mas não conseguiram, é mais controlo sobre suas decisões médicas e, com o desenvolvimento tecnológico, essa aspiração torna-se cada vez mais uma realidade. A inovação tecnológica na área da saúde, traz, por exemplo, o desenvolvimento de aplicações (apps) que capacitam as pessoas a terem mais conhecimento e opinião sobre as decisões médicas, além de um papel mais ativo nos seus próprios cuidados de saúde. Ou seja, permitem colocar mais poder nas mãos dos pacientes.

 

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