8.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global

Redação News Farma
04/08/14
fpinto 85f6cO balanço do 8.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global (8.º CPH) é, na nossa opinião, extremamente positivo. O sucesso da principal reunião científica anual da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), traduziu-se:

- num número recorde de inscrições (quase 1200, dos quais cerca de 300 de estrangeiros) e de participações (apenas 15 inscritos não levantaram a documentação);

- na enorme afluência dos congressistas às sessões visto que frequentemente tivemos ambas as salas com pessoas a assistir de pé (apesar de conjuntamente existirem mais de 550 lugares sentados);

- na elevada percentagem de inscrições de médicos jovens, em fase de formação e, não menos importante, terem aumentado também as inscrições de vários outros profissionais de saúde (enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, técnicos cardiopneumologistas).


A estrutura de base do programa científico esteve em linha com a dos congressos anteriores da SPH, incluindo não só múltiplos aspetos e perspetivas da hipertensão arterial mas englobando concomitantemente uma abordagem multidisciplinar de vários outros fatores de risco (com particular destaque para a diabetes e a dislipidemia) num número significativo de sessões interativas e de caráter iminentemente prático, com preciosos contributos de várias outras sociedades científicas e/ou especialistas nacionais (Sociedade Portuguesa de Neurologia e Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes, de Urologia, de Psiquiatria/Sexologia, de Cardiologia Pediátrica e de Nefrologia Pediátrica).

Tal como sucedeu nas duas reuniões anteriores, o 3.º Curso de Pós-Graduação em Hipertensão Arterial foi um dos pontos altos do 8.º CPH, tendo tido uma enormíssima adesão com sessões muito concorridas e com elevada participação – como é seu objetivo – da audiência o que muito contribuiu para o seu caráter prático e didático e este ano contou com um incentivo adicional já que, pela primeira vez, teve a acreditação pelo European Board for Accreditation in Cardiology (EBAC), facto que muito nos honra.

O mesmo se verificou com os simpósios com a Sociedade Europeia de Hipertensão, Luso-Húngaro, Luso-Francês e Luso-Brasileiro, que constituíram novamente uma das "pedras basilares" da nossa reunião magna anual e permitiram uma troca de saberes sempre profícua com colegas de outros países. As excelentes apresentações dos Prof. Alberto Zanchetti, de Milão e Prof. Peter Sleight de Londres (duas das personalidades mais conhecidas a nível mundial e que mais contribuíram para o desenvolvimento da hipertensão do último século), contribuíram decisivamente para o elevado nível da reunião. Foi um privilégio tê-los novamente entre nós!

Na procura constante pela melhoria, foram introduzidas no programa científico do 8.º CPH algumas inovações que muito contribuíram para o tornar ainda mais aliciante, de que realço as sessões interativas e de caráter iminentemente prático organizadas pelo Núcleo de Internos da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (NISPH), a sessão de Highlights do Congresso no último dia que sumari¬zou alguns dos pontos mais relevantes destes quatro dias de intensos trabalhos, com particular destaque para os dados preliminares da parte genética do estudo PHYSA (que, pela primeira vez, identifica numa amostra de população a distribuição das di¬ferentes variantes genéticas de alguns genes que estão relacionados quer com a HTA, quer com a hipersensibilidade ao sal) bem como a sessão Hot Topic em que um tema controverso e muito atual – a cronoterapia – foi amplamente discutido com uma das maiores autoridades mundiais nesta matéria, o Prof. Doutor Hermida. O encerramento do 8.º CPH foi feito também de forma inovadora com a Conferência do Presidente na qual efetuei uma resenha da curta (mas plena de atividade) história da SPH, destacando particularmente várias das iniciativas do atual mandato, refletindo sobre alguns dos tópicos importantes do presente e levantando o véu para algumas das ações a implementar e lançando desafios para o futuro próximo.

Particularmente gratificante foram os inúmeros elogios e palavras de incentivo espontâneos, quer manifestadas pessoalmente aos diversos membros da SPH e/ou da comissão organizadora durante o decorrer do Congresso, quer posteriormente por correio eletrónico ou carta convencional dirigida à SPH de pessoas que participaram no congresso e que quiseram dar o seu testemunho, não raras vezes acompanhadas de sugestões de temas e/ou palestrantes a incluir em reuniões futuras o que revela o empenhamento de muitos em contribuir para o engrandecimento adicional do congresso anual da SPH (e seguramente serão tidas em consideração pela organização do mesmo).

Em nome da direção da SPH saúdo uma vez mais todos os que estiveram presentes, reiterando os melhores agradecimentos a todos os que deram o seu contributo ativo para o programa e particularmente aos membros da comissão organizadora, na pessoa do seu presidente, Prof. Doutor Mesquita Bastos, pelo excelente trabalho e que culminou numa reunião inolvidável.


Artigo publicado na revista Médico News, N.º 9, maio/junho 2014


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