Programa da IMS Health procura as empresas mais saudáveis em Portugal

Redação News Farma
31/07/15
Programa da IMS Health procura as empresas mais saudáveis em PortugalA valorização da saúde dos colaboradores é a missão do programa “Empresas Mais Saudáveis”. Uma iniciativa da IMS Health, que pretende estimular e consciencializar as empresas e colaboradores para a implementação de boas práticas de saúde e estilos de vida saudáveis em contexto laboral. Em entrevista à News Farma, o Dr. Hugo Mendes, Marketing & Supplier Relations Director da IMS Health, apresenta o projeto em primeira mão.


News Farma (NF) | A IMS Health lançou, no dia 14 de julho, o programa “Empresas Mais Saudáveis”. No que consiste esta iniciativa?
Dr. Hugo Mendes (HM) | Consiste na eleição das empresas com os melhores níveis de saúde a operar em Portugal, com foco na saúde cardiovascular e com alguns inquéritos na metodologia psicossocial dos colaboradores, de modo a aferir quais são as empresas com os níveis de saúde mais elevados. Esta iniciativa tem a duração de três meses. Será composta por dois meses chave de avaliação, um no início do programa e outro no final. Existirão também contactos semanais por uma equipa clínica que fará toda a monitorização e que vai permitir avaliar a evolução de cada um dos colaboradores das empresas. Isto é suportado numa plataforma digital onde o próprio colaborador terá acesso, juntamente, e apenas, com a equipa clínica, tendo em conta a política de proteção de dados pessoais. No final, a empresa que apresentar melhores níveis de saúde cardiovascular será a vencedora.

NF | E quais são os critérios para a candidatura?
HM | Os critérios estão disponíveis em www.empresasmaissaudaveis.com. Tem de ser uma empresa com mais de 20 colaboradores e a operar em Portugal. É realizado um inquérito à companhia e ao colaborador para avaliar se a perceção da saúde na companhia está alinhada e é a mesma da dos colaboradores. Fatores como se a companhia tem um protocolo com algum ginásio, com farmácias, se promove semanas saudáveis... A empresa terá a oportunidade de dar a conhecer todas as iniciativas de promoção de vida saudável. Esta informação é trabalhada e é dado um relatório à empresa. Por ser uma informação mais subjetiva, não entra para o score do programa. É uma informação que ajuda as componentes de recursos humanos das empresas a terem uma perceção se as suas iniciativas são bem recebidas junto dos colaboradores.

NF | Como surgiu este programa?
HM | Já tínhamos alguma experiência adquirida noutro programa – “Portugal Mais Saudável” – de acompanhamento clínico do risco cardiovascular, disponibilizado num teste piloto nas farmácias que aderiam ao programa. Foi alvo de publicação em póster no Congresso Português de Cardiologia, em que foi avaliado o antes e depois. Ou seja, não tem apenas um impacto imediato no que é a saúde dos colaboradores, mas também como fator de prevenção, pois as pessoas ficam a conhecer quais são os riscos associados. O objetivo é também ganhar alguma sustentabilidade naquilo que é a saúde em Portugal.
Através deste programa percebemos que o estilo de vida sedentário e os comportamentos de risco são comuns na população portuguesa e, nesse sentido, toda a parte de prevenção e promoção da saúde pública tem impacto óbvio no ambiente laboral onde as pessoas passam um terço do seu dia. O objetivo passa essencialmente por consciencializar a população e as entidades patronais para a adoção destes estilos de vida laborais saudáveis, de forma a reduzir o risco cardiovascular e os eventos de AVC. Se juntarmos toda a componente do enquadramento do impacto da prevenção e da automonitorização, a plataforma ajuda a combater a iliteracia que existe na área da saúde através de uma linguagem muito objetiva e frontal.

NF | Como referiu, o estilo de vida sedentário e os comportamentos de risco são comuns na população portuguesa. Que papel podem ter as empresas para contrariar esta tendência?
HM | Ao aderirem ao próprio programa já estarão a promover o estilo de vida saudável junto dos colaboradores. Sabemos que os colaboradores mais saudáveis são também mais produtivos. Ao criarem condições para que haja esta consciencialização e proporcionando uma plataforma de acompanhamento destes estilos de vida saudável, consideramos que as empresas só têm a beneficiar com o mesmo. Tem também impacto nos aspetos motivacionais.

NF | Qual é a afluência de candidaturas esperada?
HM | O lançamento foi no dia 14 de julho. Já duas empresas aderiram à iniciativa. Preferimos começar de uma forma mais sustentada, não tão ambiciosa e ser surpreendidos pela positiva. Esperamos ter cerca de 20 empresas este ano. O período de candidaturas estará aberto até 14 de setembro.
Na minha perspetiva, faz todo o sentido olharmos para aquilo que é a sustentabilidade do sistema de saúde dos outros países. Isto é algo que nasce em Portugal e pode ser exportado. É de conhecimento que muitas empresas e outros países têm uma grande preocupação com os gastos com a saúde, tanto devido ao gasto efetivo, como devido à contração do próprio crescimento económico. Portugal não foge à regra. Se conseguirmos consciencializar a população para a importância do risco e para a prevalência do AVC de forma regular, também estamos a contribuir de uma forma ativa para que sejamos todos mais saudáveis, durante mais tempo.

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