Suplementos alimentares, vacinas e medicamentos para a prevenção e tratamento de doenças em áreas prioritárias como neurociências, dor, cardiovascular, metabólica, oncologia, inflamação e imunologia. Estas são as áreas clínicas da Pfizer, atualmente com 78 programas de I&D, em diferentes fases e centrados nas várias áreas.
"Incluem potenciais tratamentos para doenças autoimunes (doença intestinal inflamatória e lúpus), doenças cardiovasculares, diabetes, cancro, doenças neurológicas e dor, bem como vacinas para a doença meningocócica em adolescentes e para o Staphylococcus aureus", especifica Ana Paula Carvalho, managing diretor da Pfizer Portugal & Primary Care Business Unit Lead. Refere-se aos programas em desenvolvimento desta farmacêutica, que em 2012 investiu 7,9 mil milhões de dólares.
Parte integrante da estratégia de I&D, a colaboração externa com a academia, assim como as parcerias com empresas biotecnológicas, têm sido fulcrais para a inovação, crescimento e produtividade. Neste âmbito, não está excluída a importância do retorno do investimento a longo prazo e a realização do pipeline a curto prazo.
"Só em 2012, lançámos a nível mundial cinco novos medicamentos para o tratamento do cancro do rim, leucemia, artrite reumatoide, doença de Gaucher e prevenção do AVC na fibrilhação auricular", diz Ana Paula Carvalho.
Durante o último ano, a farmacêutica avançou o pipeline em fases iniciais e intermédias, sobretudo nas áreas da oncologia e vacinas. Também assistiu a desenvolvimentos nos estudos de fase III de medicamentos para o tratamento do carcinoma de pulmão de não pequenas células, do linfoma não-Hodgkin agressivo e para a psoríase. E ainda iniciou estudos de fase III do tofacitinib para a colite ulcerosa, do inotuzumab para a leucemia linfoblástica aguda e de uma vacina para a meningite B, para indivíduos entre os 11-25 anos.
Apoio a organizações e responsabilidade social
A colaboração externa não se confina à área da investigação. São várias as organizações independentes, como sociedades médicas ou associações de doentes, a contar com o financiamento da Pfizer, em prol do melhoramento dos cuidados de saúde. Estes apoios são públicos desde 2009, no site da empresa.
E é no quadro da política de responsabilidade social que desenvolve, ainda, um diversificado conjunto de iniciativas, com o intuito de responder às necessidades da comunidade. A "Comédia por uma Causa Séria", promovida no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Rim, foi uma das mais recentes iniciativas. Já na sua 4.ª edição, tem como objetivo apoiar a Liga Portuguesa Contra o Cancro, através da contribuição financeira e da mobilização do público para esta causa.
"Ao longo dos anos, desenvolvemos parcerias e projetos locais, com vista a fortalecer os sistemas de saúde, a melhorar o acesso aos medicamentos e a encontrar soluções sustentáveis para os desafios sociais de hoje e de amanhã", refere Ana Paula Carvalho.
Os think tank "Saúde em Rede", "Portugal sem Fumo", "OncoAgenda" e "Fórum dos Cuidados de Saúde Primários" são algumas iniciativas que servem para o exemplificar.
"Desenvolvemos e melhoramos as nossas capacidades para diminuir o impacto ambiental, proporcionar um espaço de trabalho que valoriza a diversidade e a inclusão, incentivar práticas de negócio responsáveis e garantir os princípios éticos na nossa atividade", acrescenta, sem excluir os Prémios de Investigação Pfizer, fruto de uma parceria com a Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa e que todos os anos atribuem apoio financeiro a investigadores portugueses.
Diferentes níveis de cuidados devem ser interdependentes
Mais de 10 milhões de habitantes beneficiam, ao longo da vida, de Cuidados de Saúde Primários (CSP). Em plena reforma, os CSP assumem especial importância na promoção da saúde e na prevenção e tratamento da doença.
Na opinião de Ana Paula Carvalho, é crucial recentrar o foco no papel e na importância deste nível de cuidados para o sistema de saúde em Portugal, mas não diminuindo o papel essencial dos hospitais.
Afinal, os diferentes níveis de cuidados só funcionam se estiverem interligados e interdependentes. Por isso, não hesita em afirmar que "é essencial a abertura a abordagens inovadoras, com o envolvimento de todos os agentes, já que não se conseguem reformas por decreto".
"A missão de prevenção da doença que está acometida aos CSP é de vital importância para o funcionamento e sobrevivência financeira de qualquer sistema da saúde", comenta Ana Paula Carvalho.
Sublinha o esforço feito com o objetivo de melhorar o funcionamento destas unidades, nomeadamente, numa "lógica de otimização da sua integração com as comunidades, o que se pretende alcançar com a implementação das unidades de saúde familiar".
Através de uma equipa dedicada, a Pfizer acompanha de perto as atividades destas unidades, de modo a "identificar necessidades e desafios que poderemos ajudar a superar ao nível da eficiência organizacional ou da melhoria da prática clínica", frisa a managing diretor da Pfizer Portugal.
Licenciada em Ciências Farmacêuticas e vice-presidente da Apifarma
Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Clássica de Lisboa, Ana Paula Carvalho iniciou a carreira profissional na indústria farmacêutica em 1995. Acumula o cargo de managing diretor da Pfizer Portugal com a gestão da unidade de negócio de Cuidados Primários. Integra a Direção da Apifarma desde 2011 e cumpre atualmente o segundo mandato como vice-presidente. A formação académica não tem sido descurada. Possui uma pós-graduação em Avaliação Económica de Medicamentos do Instituto Superior de Economia e Gestão e, entre outros, o Executive General Management Program da Universidade de Chicago.
"O tempo passa a correr"
Jornal Médico (JM) – Frequenta alguma USF? Tem médico de família?
Ana Paula Carvalho (APC) – Tenho um médico de família no Centro de Saúde do Lumiar.
JM – Quantos anos tem e quais os seus hobbys?
APC – Já entrei na casa dos 40, faço 42 anos a 4 de julho! Os meus hobbys? Comer, rir e dormir - até rima! Atividades ao ar livre com a minha família! E viajar!
JM – Há quanto tempo é managing director da Pfizer?
APC – Desde dezembro de 2008... O tempo passa a correr...
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A entrevista pode ser consultada em pdf AQUI.
Cinco novos fármacos foram lançados, apenas em 2012, destinados ao tratamento do cancro do rim, leucemia, artrite reumatoide, doença de Gaucher e prevenção do AVC na fibrilhação auricular. Este é o resultado da aposta na investigação, que Ana Paula Carvalho, managing diretor da Pfizer Portugal, abordou na entrevista que concedeu ao Jornal Médico.

