Na construção do ecossistema de um sistema de saúde participativo podemos considerar três blocos. O primeiro bloco, já disponível, e em rápida evolução, em que o uso de dispositivos móveis por parte dos pacientes promove a convergência entre a tradicional prestação de cuidados de saúde em locais físicos e a prestação de cuidados de saúde em qualquer lado, a qualquer hora (exemplo: Solera Health que liga em rede programas de gestão de doenças para melhor coordenação de cuidados de doenças crónicas e gestão de custos).
No segundo bloco, em ascensão, estão as plataformas de fusão de informação que agrega o sistema, através da IA, robótica, IoT, sensores (exemplo: Sentrian, que é uma plataforma de análise preditiva de dados do paciente remotamente obtidos).
Por fim, o terceiro bloco, ainda por chegar, onde existirão pilares digitais do ecossistema sustentados por agregadores globais através de fortes ligações entre agentes globais e um mercado orientado pela procura baseado em plataformas digitais (exemplo: Qualcomm, multinacional de semicondutores e equipamento de telecomunicações que, através de uma parceria com a Phillips HealtSuite, pretende desenvolver um ecossistema escalável).
O modelo para a mudança ainda está a ser escrito, mas numa indústria que tende a ser lenta na mudança, esta é uma jornada que vai levar a uma profunda transformação para o sistema, para os profissionais e para os pacientes.


