Segundo o especialista, a sua intervenção focou-se em três mensagens importantes: controlar o colesterol LDL é um fator benéfico, uma vez que, ao reduzi-lo, é possível prevenir eventos cardiovasculares; se um doente com síndrome coronária aguda for tratado com redução de LDL, o risco absoluto será maior do que no tratamento a um doente primário. “Quanto maior for o risco do doente, maior será o benefício”. E, como mensagem sumária, já existirem “as ferramentas necessárias para reduzir de forma consistente o colesterol LDL”, garantindo que essas ferramentas são também “uma forma de combinar mecanismos de ação com ezetimiba, reduzindo as chances de ter de aplicar medicamentos muito concentrados e reduzindo os efeitos secundários”.
O colesterol LDL e a hipercolesterolemia são os maiores fatores de risco, pelo que são também os melhores em termos de redução de eventos quando controlados. “Estilo de vida e combinação de fármacos: todos eles em conjunto irão ajudar também o doente a reduzir os fatores de risco”, acrescenta.
Em termos económicos, o Prof. Doutor Alberico Catapano adianta que o impacto neste sentido é “bastante claro”, uma vez que “mais de 50% da população irá morrer devido a doenças cardiovasculares”. O médico refere que, apesar de possivelmente não ser do conhecimento comum, existem mais mulheres do que homens a morrer por doenças cardiovasculares.”
O profissional de saúde refere ser essencial não esquecer sobre a importância do período de tempo em que se está com determinado sintoma, comparando este fator ao ato de fumar: “se uma pessoa fumar durante um longo período de tempo, as danificações irão acumular. O mesmo se passa com o colesterol e a pressão arterial.” No caso do colesterol, o médico adianta que “quanto mais cedo se intervir, maior as probabilidades de se conseguir prevenir um evento de ataque cardíaco”.


