Enquanto presidente da SPD até ao final de 2022, o especialista está já no final do seu mandato, realizando assim um balanço destes últimos anos. “Os dois primeiros anos foram de pandemia e, apesar de tudo, quando olhamos para o balanço, é quase surpreendente o conjunto de atividades que conseguimos fazer.”
Em “dois estranhos anos”, como caracteriza o presidente, a sociedade conseguiu manter “uma boa ligação” com os seus sócios e a publicação da revista.
O aumento das oportunidades de formação, através da realização da Escola de Outono e da Escola de Verão, foi um dos principais objetivos para esta direção da sociedade. Com o início da pandemia, ocorreu “um salto tecnológico” com o qual começaram a ser realizados webinars temáticos, relacionando os 14 grupos de estudo da sociedade.
Além disso, pretendeu-se também criar materiais educativos para não só profissionais de saúde, mas também para pessoas com diabetes, cuidadores e a restante comunidade. Através desta iniciativa, é possível “capacitar todos os elementos da sociedade”. “O que queremos em Portugal é que os cuidados às pessoas com diabetes sejam os melhores possíveis em qualquer ponto do país.”
A Prof.ª Doutora Mariana Monteiro partilha que este congresso “superou muito as expectativas que já eram altas”, resultando num balanço “francamente positivo”. O congresso contou com cerca de 1200 participantes inscritos de diversas áreas da investigação clínica e básica, “fundamentais para criar este ambiente tão importante de partilha de experiências para uma doença tão complexa como a diabetes”. Além disso, foram submetidos mais de 100 trabalhos submetidos e a 1.ª Corrida pela diabetes contou com 600 participantes inscritos.
Apesar de ter sido em formato presencial, o congresso contou ainda com algumas participações de palestrantes estrangeiros que não puderam comparecer no Algarve. “Criámos aqui um ambiente muito importante de partilha e de reencontro de pessoas de todo o país inclusive de alguns participantes internacionais.”
A diabetes é uma doença “que exige competências de diferentes áreas que não se esgotam na Medicina” para uma partilha de conhecimento dos mecanismos de doença fundamentais para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas. Esta multidisciplinaridade esteve expressa no encontro com a presença de vários especialistas de diferentes áreas para debater a diabetes como uma entidade complexa e transversal.
Em suma, “este foi um momento de retoma, de partilha e que, neste momento, nos coloca os objetivos para o próximo ano no nível superior àquele que tínhamos estabelecido antes da pandemia”.


