“Saindo do Antropoceno” é o lema criado para mais uma edição do congresso major da Alergologia Pediátrica. “Nos últimos tempos, entrámos numa nova era geológica, em que a atividade humana se sobrepôs à atividade natural, o que traz impactos para o planeta, com alterações tanto no clima como nos ecossistemas, com repercussões na humanidade, na saúde global e nas doenças alérgicas.”
Com este ponto de partida, o campo da alergia sofreu alterações, desde logo as mudanças na época e na intensidade da polinização, aumentando assim as doenças alérgicas, bem como respiratórias, devido ao ar cada vez mais “poluído e agressivo para as vias respiratórias”.
Neste sentido, as sociedades científicas são o ponto de contacto para alertar as autoridades responsáveis, com o objetivo de “inverter esta situação”. E os alergologistas estão “mais aptos para verificar as implicações destas alterações na saúde humana”.
Sobre o programa científico, o presidente destaca temas como obesidade e alergia, barreira cutânea e doença alérgica, riscos climáticos e asma pediátrica, sem nunca esquecendo novos temas como COVID-19 e confinamentos, dietas vegans, devido “ao contacto com novas proteínas e desenvolvimento de novas alergias a essas proteínas”, e até canábis, já que “há determinados constituintes na canábis, que contêm certas proteínas, que podem criar reações cruzadas com outros alimentos”.
“As crianças, como estiveram confinadas, o desenvolvimento do seu sistema imunológico não se fez adequadamente”, trazendo repercussões futuramente para o aumento da probabilidade de doença alérgica.
Por fim, o especialista convida todos os seus pares e interessados na área a inscreverem-se e comparecerem no encontro.


