Esta 20.ª edição assinala o 30.º aniversário da realização do congresso, que aconteceu, pela primeira vez, no Porto. “É uma honra presidir esta edição”, começa por contar o internista, explicando que, durante este período, a diabetologia foi alvo de uma revolução em todo o seu espectro, mas os lemas e as preocupações continuam as mesmas: pensar no futuro da pessoa com diabetes. No entanto, “a diabetes aumenta no mundo e em Portugal”, alerta.
Neste sentido, tal como afirma Estevão Pape, o encontro major dedicado à diabetes reúne vários profissionais de saúde, nomeadamente médicos especialistas em Endocrinologia, Medicina Interna, Medicina Geral e Familiar, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, garantindo multidisciplinaridade no programa científico.
“A mudança de paradigma nos últimos anos em termos farmacológicos, mas também a mudança do que é a maneira de encarar a pessoa com diabetes e as preocupações principais” estão assim presentes no programa científico, sustenta o especialista, explicando que esta problemática “deve ser também uma preocupação nas políticas europeias” e, neste contexto, reforça o papel das sociedades científicas no aumento do awareness.
“Desafiamos todos aqueles que, em Portugal, se dedicam à diabetes, a vir ao Centro Congresso no Algarve falar de diabetes, trocar impressões, refletir a doença também no futuro”, apela. Atendendo ao atual contexto, até no próprio Serviço Nacional de Saúde e nas entidades privadas, “cada vez mais se acolhem pessoas com diabetes.” “O número de consultas nas entidades privadas é muito grande. Hoje em dia, o número de consultas e dos internamentos hospitalares nesta população é muito alto. Temos de refletir”, conclui o presidente da comissão organizadora.
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