Profissionais de saúde e investigadores reunidos na abordagem ao cancro da pele não-melanoma

04/06/24
Profissionais de saúde e investigadores reunidos na abordagem ao cancro da pele não-melanoma

Enquanto membro da comissão organizadora do “Symposium: Non-Melanoma Skin Cancer. What do we know?”, a decorrer no dia 7 junho, no auditório da Fundação Champalimaud, Daniela Cunha, destaca os principais temas do evento que vai abordar avanços no diagnóstico não invasivo, novas abordagens terapêuticas e avanços em investigação em cancro da pele. Leia a entrevista.

News Farma (NF) | Qual é o principal objetivo deste simpósio sobre cancro de pele não melanoma?

Daniela Cunha (DC) | Os principais objetivos são os de reunir profissionais de saúde e investigadores para discutir os mais recentes desenvolvimentos clínicos/de investigação e as perspetivas futuras na abordagem do cancro da pele não-melanoma.

 

NF | Quais são os principais tópicos que serão abordados durante o simpósio?

DC | Os tópicos que vão ser abordados são:

- Atualização de diretrizes de orientação clínica

- Técnicas de imagem não-invasiva da pele

- Imunoterapia em doentes transplantados

- Relevância do microbioma

- Papel do vírus do papiloma humano HPV no carcinoma espinocelular

- Novos avanços terapêuticos – aplicabilidade de T-VEC em cancro da pele não- melanoma

- Articulação com Medicina Geral e Familiar e Psiquiatria

 

NF | Que avanços recentes no tratamento do cancro de pele não melanoma serão discutidos?

DC | Avanços no diagnóstico não invasivo; Novas abordagens terapêuticas; Avanços em investigação em cancro da pele.

 

NF | Haverá algum palestrante ou investigador de renome internacional presente?

DC | Vão estar presentes no evento: Roland Kaufmann, Ingo Nindl, Julia Ressler, Ulrike Leiter, Mariano Suppa, Konstantinos Lioprys, Peter Bailey.

 

NF | Qual é a expectativa em termos de participação de profissionais de saúde?

DC | Contamos com a presença de médicos das várias especialidades envolvidas no diagnóstico e tratamento em cancro da pele, enfermeiros, investigadores, estudantes de Medicina.

 

NF | Como este simpósio pode influenciar a prática clínica no tratamento do cancro de pele não melanoma?

DC | A discussão, em particular dos casos mais avançados e desafiantes contribuirá para a melhoria contínua da prática médica. O conhecimento de novas estratégias ainda em investigação na abordagem destes doentes irá proporcionar o desenvolvimento de novas ideias e o levantamento de questões oriundas da prática clínica, que podem ser exploradas em projetos de investigação.

Pretende-se também contribuir para uma melhoria na articulação entre os cuidados primários e os cuidados especializados.

 

NF | Quais são os desafios atuais no diagnóstico e tratamento do cancro de pele não melanoma que este evento pretende abordar?

DC | Otimização do diagnóstico clínico, tornando-o menos invasivo e mais célere.

Abordagem terapêutica de casos avançados ou clinicamente desafiantes de cancro da pele não-melanoma.

Novas áreas de intervenção e perspetivas no acompanhamento e tratamento dos doentes com cancro da pele.

Importância do diagnóstico precoce e da articulação em rede com a Medicina Geral e Familiar.

Impacto psico-social do cancro da pele, em particular em áreas sensíveis, como a face.

Saiba mais sobre o evento aqui.

 

Créditos da fotografia: Centro de Dermatologia de Lisboa 

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