Um dos tópicos do evento passa pelo surgimento das novas infeções sexualmente transmissíveis (IST), assim, e sobre a forma como os serviços e os profissionais de saúde estão preparados para lidar com elas, a especialista em Infecciologia reforça que o ressurgimento destas infeções, “algumas com elevadas prevalências”, tem levado a refletir que “por detrás de uma IST mais comum, pode estar uma infeção por VIH”. Nesse sentido, “todo o clínico deve estar atento para o diagnóstico destas infeções e saber tratar e prevenir, nas situações para as quais existe vacina”.
Um dos temas prementes em discussão é “VIH Care em população migrante”, nos quais a língua, a acessibilidade aos cuidados de saúde, e ao tratamento, e vacinação representam os grandes desafios. “Claro que em Portugal esta questão é minimizada porque a terapêutica não é recusada a ninguém; mas há uma visão holística a ter em conta quando se recebem migrantes, e nesse campo há muitas falhas; são exatamente essas barreiras e medidas estratégicas a adotar que vão ser abordadas”, refere.
Sobre as “Estratégias de prevenção complementares ao uso de PrEP”, tema que também faz parte do evento, Cristina Valente reforça a importância de insistir na tríade “informação, divulgação e vacinação”. Em particular, no caso das hepatites e VIH, a especialista refere que “muito tem sido feito em termos de testagem, sendo Portugal um dos países com maior índice de testes realizados”. Porém, quanto ao VIH e, “apesar dos esforços, muito há ainda a fazer visto que grande parte dos diagnósticos são feitos tardiamente”, por isso “é preciso reforçar, sobretudo a nível dos Cuidados Primários de Saúde (CPS), o rastreio desta infeção. Tudo sugere o custo benefício do rastreio, pelo menos uma vez na vida”, destaca.
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