“A SPT, em conjunto com as outras entidades que participaram nesta mesa redonda, como o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), a Ordem dos Médicos e as associações de doentes, pretende fazer todos os esforços necessários para que a área de transplantação seja cada vez mais vista como uma prioridade nos sistemas de saúde e que a doação e recolha de órgãos inverta o decréscimo acentuado que tem vindo a registar ao longo dos últimos meses”, refere a Dr.ª Susana Sampaio, presidente da SPT.
As principais medidas identificadas durante a sessão assentam na melhoria da formação e coordenação das equipas no terreno, na elaboração de um plano de comunicação eficaz para obter mais dadores vivos e ainda a aposta na valorização dos profissionais de saúde ligados à área do transplante. Acresce ainda a importância do envolvimento político dos governantes, de modo a que seja possível aplicar estas medidas em Portugal e estendê-las a outros países europeus.
Segundo o IPST, Portugal é um dos três países europeus com a taxa mais elevada de colheita de órgãos por cada cem mil habitantes. Contudo, a pandemia da COVID-19 resultou num decréscimo do número de transplantes realizados ao longo do ano 2020, verificando-se uma queda de 52% do total de transplantes realizados entre janeiro e junho. Estes valores resultam também da redução do número de dadores, consequência do medo em se dirigirem aos hospitais durante a pandemia.
O debate contou com o apoio da Astellas Farma e com a participação de representantes de várias entidades nacionais na área da Saúde ligadas à transplantação, assim como com membros da CE, no sentido de discutir o caminho desta área que, de acordo com os participantes, deve ser prioritária.


