Tumor da bexiga é o quinto mais frequente no mundo

09/10/13

O cancro da bexiga é a quinta neoplasia mais comum no mundo, afetando três vezes mais os homens do que as mulheres e com maior incidência nos países desenvolvidos. Entre os principais fatores de risco para o aparecimento do cancro da bexiga estão a hereditariedade, o tabaco, a algaliação crónica, as infeções urinárias constantes e antecedentes de radioterapia pélvica.



O tumor da bexiga é uma das patologias que vai estar em debate durante o Congresso da Associação Portuguesa de Urologia, que decorre entre os dias 10 e 13 de Outubro, no Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura.


"A presença de sangue na urina é o sintoma mais frequente de cancro na bexiga, estando descrito em 85% dos casos. Este sinal pode aparecer isolado ou acompanhado de outros sintomas, como ardor miccional e aumento da frequência miccional. Em certos casos a doença evolui sem que haja qualquer sintoma, sendo o diagnóstico feito numa fase já adiantada da doença", alerta explica Tomé Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Urologia.


No momento do diagnóstico, 75-80% dos tumores são superficiais e curáveis. Este tipo de tumores apresenta, no entanto, uma elevada taxa de reincidência. Depois de feito o diagnóstico é necessário a realização de uma cirurgia de ressecção trans-uretral, para perceber se o tumor é superficial ou invasivo (invade a parede muscular da bexiga).


"Os tumores invasivos são mais agressivos e implicam um tratamento também mais agressivo que, maioria das vezes, por uma cirurgia radical com remoção de toda a bexiga e gânglios linfáticos regionais e quimiorradioterapia", acrescenta.


Sendo o tumor na bexiga um dos tumores malignos mais frequentes, o combate ao cancro da bexiga passa sobretudo pela prevenção e pelo diagnóstico precoce.

 

Para mais informações e programa completo do Congresso consulte: http://www.apurologia.pt/

 

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