Aludindo à circunstância de a prioridade nos mais idosos se limitar aos Lares, o Prof. Doutor Manuel Oliveira Carrageta faz notar que “os idosos, vivendo ou não aí, são os mais atingidos mortalmente pela COVID-19: 92% das mortes ocorrem nos doentes com mais de 65 anos”.
O presidente da FPC sublinha também que, particularmente no caso dos mais jovens, a maior parte é assintomática quando contrai o vírus, pelo que muitos destes doentes, sem saber, transmitem a doença às pessoas idosas mais vulneráveis. “Contudo, se estas estiverem previamente vacinadas, o risco de apanhar a doença e morrer fica muito mais reduzido”, alerta.
“Saliente-se que os doentes cardíacos, independentemente da faixa etária (embora esta seja uma patologia mais frequente nas pessoas de idade mais avançada), estão em maior risco de contrair uma doença grave ou morrer, razão pela qual a FPC defende que devam ter prioridade no programa de vacinação”.
O presidente da Fundação solicita ainda que todos os que tenham fatores de risco como hipertensão, ou doença cardiovascular, se vacinem na primeira oportunidade que lhes for dada.
“Saliente-se igualmente que a vacinação não dispensa o distanciamento social, o uso de máscara, evitar reuniões em espaços fechados e a higiene das mãos”, conclui o Prof. Doutor Manuel Oliveira Carrageta.


