Nesta entrevista, houve espaço para recordar os números que marcam a insuficiência cardíaca, a qual atinge 400 mil portugueses, representando uma “grande carga pessoal” para os doentes, devido aos seus sintomas impactantes – como falta de ar, cansaço, pés inchados –, o que se traduz numa “diminuição forte da qualidade de vida”.
É também a primeira causa de internamento, nas pessoas com mais de 65 anos, a nível nacional, avança o especialista, apontando que a mortalidade associada a estes internamentos – “que tipicamente duram 11 dias” – é de 12% e que cerca de 30% das pessoas voltam a ser hospitalizadas no prazo de três meses.
Relativamente às repercussões da pandemia, considera que se vai assistir a um aumento da mortalidade dos doentes com insuficiência cardíaca devido à COVID-19, uma vez que estes estão “em maior risco de terem complicações, de serem internados em Unidades de Cuidados Intensivos e de morrerem”.
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