"A pessoa com cancro está no centro da nossa atividade, são parte vital da nossa pesquisa e desenvolvimento"

16/04/21
"A pessoa com cancro está no centro da nossa atividade, são parte vital da nossa pesquisa e desenvolvimento"

No seguimento da conferência "Ciência & Inovação no Combate ao Cancro: as pessoas por trás dos números", uma iniciativa da GSK em parceria com o Expresso e que teve lugar no passado dia 14, a Dr.ª Carla Fernandes, diretora médica da GSK em Portugal, abordou, em entrevista à News Farma, os principais objetivos que motivaram a realização deste evento. Leia a entrevista na íntegra.

News Farma (NF) | O que motivou a conferência "Ciência & Inovação no Combate ao Cancro: as pessoas por trás dos números"?

Carla Fernandes (CF) | A conferência teve como objetivo fomentar a partilha de experiências e perspetivas e, para isso, reunimos especialistas de diferentes áreas, para abordar e debater as necessidades não atendidas na área do cancro. De facto, importa compreender de que modo é que a investigação está a ser desenvolvida e onde se posiciona Portugal nesse percurso, para ir ao encontro das necessidades dos doentes, bem como qual o papel que estes podem desempenhar na procura e desenvolvimento de novas abordagens.

Acreditamos que o momento atual, não obstante todos os desafios que atualmente vivemos e que exigem a nossa completa atenção e foco, representa uma oportunidade importante para realçar a importância da investigação científica e da inovação médica como pilares essenciais na resposta às principais necessidades na área oncológica. A GSK, enquanto biofarmacêutica de inovação comprometida com o avanço na investigação e na ciência para não deixar nenhuma pessoa com cancro para trás, procurou com esta conferência centrar o debate sobre a importância da inovação científica enquanto fator crítico de sucesso para alcançar as metas previstas no Plano Europeu de Combate ao Cancro.

NF | De que forma é importante dar a conhecer “as pessoas por trás dos números”?

CF | De acordo com a Globocan, cerca de quatro milhões de pessoas na Europa receberam um diagnóstico de cancro, em 2020, e perto de dois milhões perderam a vida devido a esta doença. Em Portugal, o cancro é a patologia com a maior carga de doença, sendo a principal causa de morte antes dos 70 anos e a segunda em termos globais.

Estes são números que demonstram e sustentam a necessidade de atuar para responder a estas necessidades médicas, mas em que faltam os rostos e as vozes por trás destes números. São a estes rostos e a estas vozes que importa dar visibilidade e contar a realidade das suas vidas. Foi isso que procurámos com esta conferência, em que pudemos assistir a testemunhos emocionantes e inspiradores de pessoas como nós, que podem ser nossos familiares, colegas e amigos, que em determinado momento da sua vida se cruzaram com um diagnóstico de cancro do ovário, mieloma múltiplo ou cancro do endométrio, por exemplo.

NF | “O desafio de não deixar nenhuma pessoa com cancro para trás” foi um dos temas da conferência. Que desafio é este?

CF | A GSK é uma biofarmacêutica de inovação focada em maximizar a sobrevivência das pessoas que vivem com cancro, independentemente da prevalência da sua doença oncológica, através do desenvolvimento de medicamentos transformadores. Acreditamos em tornar a cura uma possibilidade para todos e, para isso, a pessoa com cancro está no centro da nossa atividade e são uma parte vital da nossa pesquisa e desenvolvimento. Em parceria, construímos programas de Oncologia para responder às suas necessidades. É isso que, para a GSK, significa não deixar nenhuma pessoa com cancro para trás.

NF | Qual é o compromisso da GSK neste domínio? E como se concretiza? Que compromisso assumem com os doentes oncológicos?

CF | A GSK tem como missão proporcionar a todas as pessoas uma qualidade de vida que lhes permita fazer mais coisas, sentir-se melhor e viver mais tempo. No caso específico das pessoas que vivem com cancro, o nosso compromisso e prioridade é maximizar a sua sobrevivência através do desenvolvimento de medicamentos transformadores que potenciem a descoberta de uma cura.

Pelos doentes, continuaremos a investigar e a desenvolver novas soluções terapêuticas e tudo faremos para sensibilizar as autoridades e todos os atores do sistema para maximizar o acesso a medicamentos inovadores que permitem melhorar e prolongar a vida dos doentes oncológicos.

Estamos a progredir ao nível da nossa investigação científica e a procurar disponibilizar tratamentos inovadores para os doentes oncológicos e novas armas terapêuticas para os profissionais de saúde conseguirem responder aos complexos desafios que as doenças oncológicas continuam a colocar.

Este é o nosso compromisso e, para que seja cumprido, o apoio e talento dos nossos profissionais e trabalho em conjunto com as autoridades e profissionais de saúde, aspetos adjacentes às nossas três prioridades – Inovação, Performance e Confiança –  desempenham um papel de extrema relevância no que toca à nossa resposta a estes desafios.

NF | Quais considera serem os principais desafios que esta área atravessa atualmente?

CF | Nos dias que correm é inevitável fugir à questão COVID-19. De facto, a pandemia está a ter um enorme impacto na Oncologia, em toda a Europa, e Portugal não é exceção. A COVID-19 está a impactar negativamente todos os aspetos, com atrasos nos diagnósticos, consultas adiadas, cirurgias canceladas e interrupções dos tratamentos, além de atrasos na vacinação e dificuldades no acesso aos medicamentos.

Mais uma vez, são vidas de pessoas que estão em jogo e é importante termos presente que, no caso das doenças oncológicas, o tempo é um dos principais fatores críticos de sucesso. Assim, compete a todos os stakeholders desenvolver e implementar soluções holísticas e integradas que coloquem a pessoa com cancro no centro do sistema e que não é esquecida ou deixada para trás em tempos de pandemia.

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