Conforme explicou a Prof.ª Céu Mateus, “existe absentismo decorrente da incapacidade que a enxaqueca origina”. Não obstante, “os doentes encontram mecanismos para não terem de faltar ao trabalho”, recorrendo, por exemplo, ao uso de medicação de alívio para reduzir o período e a intensidade da dor. “Todos os doentes entrevistados reconhecem que durante uma crise – e quando vão para o local de trabalho – há um impacto no desempenho profissional”, apontou a Prof.ª Céu Mateus, esclarecendo que esta é a definição de presenteísmo.
“A enxaqueca tem um impacto relevante na qualidade de vida relacionada com a saúde dos doentes. Consequentemente, os tratamentos que consigam reduzir o condicionamento que a enxaqueca introduz na vida pessoal e profissional dos doentes serão sempre importantes e valorizados pelos doentes. Estes tratamentos permitem uma redução das perdas de produtividade, possibilitando que os doentes tenham uma vida profissional e pessoal mais plena, sem estar condicionada pelas limitações impostas pela enxaqueca”, finalizou a Prof.ª Céu Mateus.


