“Nós estamos a sair de uma crise de saúde pública, em que o acompanhamento dos nossos doentes teve uma quebra muito grande, levando a que os níveis de controlo da hipertensão, como um dos principais fatores de risco cardiovascular, tal como o colesterol e a diabetes, tenham registado um agravamento”, esclareceu o especialista, em entrevista à News Farma.
O Prof. Doutor Espiga de Macedo também salientou o facto de várias associações nacionais e internacionais estarem a alertar para a “falta de rigor e de controlo no que diz respeito à hipertensão arterial, uma vez que o nível de pessoas não controladas assenta nos 40% a 50%, dependendo do país analisado”.
Como solução terapêutica, o cardiologista destacou a utilização da “polémica” polypill. “Podemos colocar num só comprimido dois, três ou quatro medicamentos, melhorando o risco vascular dos doentes. No entanto, tem havido alguma resistência na sua aplicação, mas eu acho que devemos reforçar o seu uso, principalmente, por ser uma forma que nos permite melhorar parcialmente o risco vascular das populações, com um custo muito mais baixo”, explicou o Prof. Doutor Espiga de Macedo.
Em nota final, o especialista frisou que a “hipertensão continua a ser um problema importante de saúde pública”.


