A moderação do podcast ficou a cargo da Dr.ª Sara Machado, neurologista no Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca e membro da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC), que começa por contextualizar que, embora a prevalência da enxaqueca, na infância, seja semelhante nos dois sexos, “aumenta nas meninas, na altura da puberdade, e vai progredindo sempre até aos 30 anos, idade em que se estima que as mulheres são afetadas três vezes mais que os homens”.
Considerando que a enxaqueca – sobretudo, a sem aura – é influenciada pela variação de níveis de estrogénio, ao longo do ciclo menstrual, são partilhadas estratégias utilizadas pelas duas especialidades.
“Está bem estabelecido que a contraceção hormonal combinada está contraindicada na enxaqueca com aura”, refere a neurologista, ao que a ginecologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Contracepção, Dr.ª Fátima Palma, acrescenta: “Isso significa que nós podemos utilizar todos os outros métodos contracetivos, quer os progestativos, quer os não hormonais”.
As dores de cabeça na gravidez foram outro dos tópicos abordados, com a Dr.ª Fátima Palma a sublinhar que existe uma grande melhoria das crises de enxaqueca, nesta fase: “Na minha prática clínica, não tenho visto muitas mulheres [grávidas] com enxaqueca e existe uma grande resolução dos seus sintomas”.
Disponível na plataforma Stop Enxaqueca, o podcast está dividido em duas partes, incluindo um momento dedicado à menopausa – fase da vida das mulheres em que se regista o “segundo grande pico da enxaqueca”. Oiça o podcast, aqui.



