A equipa analisou dados clínicos de doentes com 10 tipos diferentes de cancro e descobriu que indivíduos com cancro de fígado, cabeça e pescoço e estômago, que têm níveis mais baixos da "gelsolina segregada" nos seus tumores, tinham maiores probabilidades de sobrevivência.
"A interação entre as células tumorais, o ambiente envolvente e o sistema imunológico é um quadro complexo. E embora as imunoterapias tenham revolucionado a forma como certos tipos de cancro são tratados, ainda há muito a perceber sobre quem tem maior probabilidade de beneficiar", disse o Prof. Doutor Caetano Reis e Sousa, autor e líder de grupo do Laboratório de Imunobiologia de Crick.
Este mecanismo era até agora desconhecido e abre novos caminhos para o desenvolvimento de medicamentos que aumentem o número de doentes com diferentes tipos de cancro a beneficiar de imunoterapias.
O trabalho baseia-se na investigação do grupo liderado pelo português da equipa em Biologia Celular Dendrítica e a forma como o sistema imunitário responde à presença de uma infeção ou ao desenvolvimento de um tumor.


