“Faz parte da classe dos primeiros medicamentos dirigidos à causa da doença e que mudaram o paradigma do tratamento– passamos de tratamentos que controlavam e minimizavam os sintomas, para um tratamento que corrige parcialmente o defeito e atrasa ou evita o aparecimento desses sintomas”, enfatiza o Dr. Paulo Sousa Martins.
Podendo ser tomado por cerca de 80% dos doentes em Portugal, trata-se de um medicamento único para a FQ, capaz de atrasar ou evitar transplantes pulmonares, permitindo não só prolongar a vida dos doentes, mas dotá-la de maior qualidade.
O presidente da Associação Nacional de Fibrose Quística (ANFQ) aguarda, assim, por notícias do INFARMED, salientando, desde já, que “a saúde dos doentes não se compadece com os prazos definidos pelas autoridades de saúde” e não pode esperar. “Recordo que a Agência Europeia do Medicamento (EMA) aprovou em tempo recorde esta nova terapia por reconhecer a urgência do acesso a este medicamento. É difícil justificar porque é que, por cá, não acontece o mesmo”.
Segundo o Dr. Herculano Rocha, presidente da Associação Portuguesa de Fibrose Quística (APFQ), “a eficácia deste medicamento torna essencial que o mesmo seja rapidamente disponibilizado para que seja possível evitar a degradação pulmonar dos doentes. O tempo é determinante na FQ”.


