Dirigida a médicos especialistas e internos de áreas como a Cardiologia, Cirurgia Cardíaca, Medicina Interna, Neurologia e Medicina Intensiva, a reunião tem como objetivo “chamar à atenção para a importância e para o impacto das doenças cardíacas hereditárias e de como as manipular”, começa por explicar o Prof. Doutor Nuno Cardim.
“Estas são doenças relativamente raras individualmente, mas, no conjunto, são doenças muito frequentes, e são uma causa muito importante de morte súbita, insuficiência cardíaca e de arritmias”, tendo, como denominador comum, “a complexidade diagnóstica, a especificidade dos seus exames complementares, a dificuldade do manejo terapêutico e do prognóstico, uma estratificação de risco muito complexa”, sustenta o cardiologista.
Além disso, por estarem associadas a uma investigação científica constante e muito rápida, o especialista considera ser difícil acompanhar a atualidade. Acresce ainda o facto de que os cardiologistas gerais estarem habituados a lidar com doenças mais frequentes, abordando as doenças cardíacas hereditárias da mesma forma.
“Estas doenças são tão específicas, que esta generalização não é correta”, adianta o Prof. Doutor Nuno Cardim, considerando que estes doentes, e as suas famílias, devem ser avaliados em centros de referência.
Nesse sentido, a reunião abordará “os cinco grandes grupos de doenças hereditárias”: as dislipidemias hereditárias, as doenças neuromusculares com repercussão cardíaca, as miocardiopatias, as doenças hereditárias da aorta e os síndromes arrítmicos hereditários.
“Costumo chamar a estas doenças ‘um lobo na pele de um cordeiro’. Muitas vezes são doenças benignas, parecem perfeitamente assintomáticas e são-no durante um longo período de tempo, e, de repente, acontece um evento grave e frequentemente fatal”, alerta.
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