Pela primeira vez uma médica portuguesa procura ir mais fundo na procura de respostas sobre um dos mais enigmático tema das ciências médicas. Como surgiu e para que serve esta capacidade que temos de responder ao placebo? Como poderemos utilizar este efeito tendo em vista uma melhor saúde? Qual o papel do placebo na sociedade atual? Que papel tem a ligação médico-doente na recuperação clínica? São algumas destas questões que a autora debate na obra. Qual Sherlock Holmes da ciência, Teresa Gomes Mota procura incessantemente desvendar este enigma e realiza um longo trabalho de pesquisa da literatura científica produzida por investigadores dos quatro cantos do mundo. Nas últimas décadas um conjunto de relatórios têm confirmado a eficácia de vários tratamentos simulados em quase todas as áreas da medicina e os placebos, comprimidos sem qualquer composição química, ajudaram a aliviar a dor, depressão, ansiedade, desordens inflamatórias entre outras.
O efeito placebo pode resultar não só de uma crença consciente no tratamento prescrito pelo médico, mas também de uma associação subconsciente entre a recuperação e a experiência cénica de ser tratado por um médico de bata branca. Investigadores já descodificaram parte da biologia associada às respostas clínicas ao placebo, demonstrando que estas derivam de processos activos no cérebro mas, segundo a especialista, o mistério ainda está por resolver.
Teresa Mota, premiada cardiologista da Fundação portuguesa de Cardiologia, irá apresentar no dia 5 de novembro, terça-feira, às 18h30, na Fundação Champalimaud, a sua nova obra, "O Admirável Placebo". A sessão irá contar com a presença do Dr. Mário Soares e de um conjunto de responsáveis ligados à área da Saúde. Pelas 20h00 terá início a sessão de autógrafos, antecedida por um momento musical com Patrícia Domingues.

