O fármaco utiliza a mesma tecnologia das vacinas contra a COVID-19 (mRNA) em que um fragmento do código genético do vírus transporta instruções para o organismo humano conseguir desenvolver anticorpos específicos.
Tendo por base as evidências científicas até agora obtidas, os investigadores concluíram que a vacina é segura para começar a ser testada em pessoas. Assim sendo, até ao momento, a BioNTech administrou-a apenas a 120 doentes com cancro da pele de nível II ou IV, intercalando com um medicamento chamado cemiplimabe.
“O nosso objetivo é aproveitar o poder do sistema imunológico contra o cancro e as doenças infeciosas. Fomos capazes de demonstrar o potencial das vacinas mRNA no que toca à COVID-19. Não devemos esquecer-nos que o cancro também é uma ameaça à saúde global, pior do que a atual pandemia", afirmou a co-fundadora da BioNTech, Dr.ª Özlem Türeci, em comunicado.
Os ensaios da BNT111 já foram avaliados e aprovados pelas autoridades regulatórias de Espanha, Alemanha, Itália, Polónia, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália.
Caso os resultados sejam positivos, este ensaio pode trazer uma nova esperança aos doentes terminais.
Fonte: TVI24


