O recém-eleito presidente introduz a conversa com a afirmação de que, apesar de o futuro estar “completamente condicionado por aquilo que foram os últimos anos na saúde em Portugal, de uma maneira geral”, não significa que esteja “limitado”. O especialista dá como exemplo a hierarquização necessária de soluções na Gastrenterologia, atendendo à pressão gerada pela pandemia da COVID-19, e que, agora, “pela urgência dos acontecimentos”, se intensificou.
“Uma coisa é a forma como preparamos os nossos futuros especialistas, e outra coisa é o tipo de desafios que os diferentes gastrenterologistas têm atualmente nas suas instituições públicas e privadas. Portanto, tudo aquilo que diga respeito à ação profissional do gastrenterologista fará parte das nossas preocupações”, assume o Prof. Doutor Guilherme Macedo.
Nesse sentido, o gastrenterologista adianta duas das suas “grandes frentes de combate” ao longo do seu mandato, designadamente “a preocupação sobre a formação e o desempenho do gastrenterologista como um especialista de uma área médico-cirúrgica única”, bem como a expressão pública da SPG, tanto no que toca a sensibilização da população portuguesa para a sua saúde digestiva, mas também na colaboração com a tutela.
“Há uma série de desafios que Portugal vai ter em relação à área da saúde digestiva e penso que é fundamental que a tutela tenha em nós interlocutores privilegiados para os compreender melhor e para trilhar caminhos conjuntamente”, acrescenta.
Entre os desafios, o responsável salienta os problemas relacionados com procedimentos técnicos como a endoscopia digestiva, mas também a área da Oncologia digestiva, na qual “há aspetos decisivos em relação à utilização e priorização de fármacos e disponibilidade de novas soluções terapêuticas para múltiplas áreas”. A eliminação do vírus da hepatite C é também uma prioridade da SPG, que o presidente assegura que “terá uma palavra decisiva”.
O Prof. Doutor Guilherme Macedo sumariza: “Aquilo que oferecemos para este próximo biénio é muito trabalho, muito entusiasmo, e uma energia inesgotável que a nossa comunidade de médicos gastrenterologistas quer dar, para aquilo que é o cumprimento de uma noção básica de saúde para a nossa população, que é a saúde digestiva. Não há portugueses felizes se não tiverem uma boa saúde digestiva”, conclui.


