Dos vários abstracts e posters apresentados, o destaque vai para a análise post-hoc do estudo de registo do axicabtagene ciloleucel. Os dados sugerem que o axicabtagene ciloleucel pode superar a elevada carga tumoral pré-tratamento em doentes com microambiente tumoral favorável e uma expansão robusta das células CAR-T.
Foi também apresentado um estudo americano do Center for International Blood and Marrow Transplant Research (CIBMTR) que é, até à data, o maior estudo com axicabtagene ciloleucel em contexto de prática clínica, envolvendo 1.223 doentes, e demonstra resultados consistentes em termos de eficácia - taxa de resposta objetiva (TRO) 73%, taxa de resposta completa (RC) 55% e caracteriza ainda mais os resultados de segurança.
A referir igualmente a partilha dos primeiros resultados de doentes com LDGCB tratados com células CAR-T e inscritos no registo DESCAR-T. Neste estudo, os autores destacaram que o tratamento com células CAR-T tornou-se, em menos de dois anos, o tratamento padrão em doentes R/R LDGCB. Os dados de vida real deste estudo, onde foram tratados 350 doentes com axicabtagene ciloleucel, demonstram que a sobrevivência global (SG) e as durações das respostas mimetizam os ensaios clínicos (SG aos seis meses foi de 83,7%), não tendo surgido novos sinais de toxicidade.
Investigadores do Reino Unido deram ainda a conhecer um estudo que analisou os resultados de doentes com linfoma aprovados para tratamento com CAR-T anti-CD19. Dos 402 doentes aprovados para CAR-T, 81 (20%) foram considerados não elegíveis para transplante autólogo de células estaminais (TACE) com base na idade e comorbilidades. Os autores concluíram que o tratamento com CAR-T anti-CD19 pode ser administrado em segurança em doentes mais velhos, cuidadosamente selecionados, e em doentes com comorbilidades que não são considerados adequados para transplante.
“Estamos empenhados em promover a inovação para doentes com baixas taxas de sobrevivência e opções de tratamento limitadas”, afirmou o responsável da Kite para a Austrália, Canadá e Europa, Dr. Dick Sundh.


