"O IPO Lisboa tem doentes que realizam tratamentos que obrigam a um suporte transfusional importante, nomeadamente de glóbulos vermelhos e de plaquetas", frisou a diretora do Serviço de Imuno-Hemoterapia, Dr.ª Dialina Brilhante. Acrescenta que, como o prazo de validade das plaquetas é curto, em períodos que a doação diminui como em tempo de férias, sente-se o impacto na redução de "stock".
"Nesta última semana, registámos um acréscimo de consumo de componentes sanguíneos. Temos doentes graves, em fases de tratamento que implicam um maior consumo de componentes sanguíneos e, por isso, temos tido dias com o 'stock' de plaquetas no limite", adiantou a diretora Serviço de Imuno-Hemoterapia.
"Felizmente, continuamos a ter agendamento de dádivas, mas também temos tido desmarcações de dadores que têm sido convocados para fazer a vacina contra a covid-19. Por outro lado, a pandemia obriga a adoção de medidas de segurança que criam algumas limitações", acrescenta a Dr.ª Dialina Brilhante
O IPO informa que os recetores da vacina contra a COVID-19 têm de aguardar sete dias após a vacinação para doar sangue, caso não apresente sintomas pós-vacinais. Caso contrário, apenas poderá doar sete dias após o desaparecimento dos sintomas.


