GER alerta para a importância de estar atento aos sintomas da degenerescência macular da idade

23/07/21
GER alerta para a importância de estar atento aos sintomas da degenerescência macular da idade

O Grupo de Estudos da Retina (GER) lança o alerta para a importância de a população mais idosa e os seus cuidadores estarem atentos aos sintomas da degenerescência macular da idade (DMI), para se conseguir atuar preventivamente e precocemente no tratamento. O apelo do GER tem como objetivo sensibilizar a população para o impacto significativo que a perda de visão, causada pela DMI, pode ter nos mais velhos, deixando a pergunta “Já imaginou se deixasse de ver os seus netos?”, no contexto da efeméride do Dia dos Avós, que se assinala no próximo dia 26 de julho. 

Em Portugal, estima-se que a DMI atinja cerca de 85 mil pessoas e a nível mundial estima-se que 8.7% da população tenha a patologia. Prevê-se que em 2050 esta doença atinja 46.9 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de a DMI ser uma doença que causa danos irreversíveis, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem retardar muito a progressão da doença e nalguns casos melhorar a visão, sendo por isso essencial aumentar o conhecimento da população.

A Prof.ª Doutora Ângela Carneiro, presidente do GER e oftalmologista, refere que “em Portugal existe um grande desconhecimento sobre esta doença que nem sempre é identificada a tempo, e por isso, aumentar a educação e a sensibilização da população para a DMI é essencial para conseguir a deteção precoce e o tratamento adequado para retardar a perda de visão e por sua vez melhorar a qualidade de vida destes doentes”.

A DMI nas suas fases precoce e intermédia pode ser praticamente impercetível para os doentes, durante muito anos, podendo originar sintomas leves ou ser mesmo assintomática. A forma exsudativa é particularmente grave, uma vez que o doente pode notar as imagens distorcidas e perder a visão de leitura num dos olhos ou nos dois, num período relativamente curto de tempo. Neste sentido, as pessoas a partir dos 50 anos que sintam alguma alteração na sua visão ainda que ligeira devem consultar um oftalmologista, bem como realizar exames oftalmológicos sistemáticos a partir desta idade, sobretudo se houver fatores de risco presentes – para além da idade, considera-se o histórico familiar e o tabagismo.

O contexto nacional é de uma população cada vez mais envelhecida, por esse motivo o risco de prevalência de DMI é elevado. “Acreditamos que através de uma comunicação mais emocional dirigida aos avós e netos, demonstrando os perigos inerentes à DMI – como a perda parcial ou total da visão – vamos conseguir aumentar a consciencialização dos principais sintomas e desta forma trabalhar no diagnóstico e tratamento precoces.”, acrescenta a Prof.ª Doutora Ângela Carneiro.

 

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