Apesar de ainda não ter sido confirmada a relação causal entre as inoculações e os problemas cardíacos é recomdendado pela FDA que médicos e hospitais fiquem atentos a possíveis sintomas de miocardite ou pericardite após a vacinação. Porém, mantém-se a posição relativa aos benefícios destas vacinas, ambas com a tecnologia de mRNA, que continuam a compensar os riscos e que os efeitos colaterais registados são “extremamente raros”.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos e os principais grupos de médicos e funcionários de saúde pública já vieram declarar que a utilização das vacinas é segura, apesar deste novo indício.
De acordo com os dados do Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (VAERS) dos Estados Unidos, foram identificados 347 casos de inflamação cardíaca na semana após a toma da segunda dose em jovens do sexo masculino entre os 12 e os 24 anos. Número que justificou o alerta. No entanto, de acordo com o CDC, a maioria dos doentes afetados com a inflamação após a vacinação acabaram por recuperar. Em 309 hospitalizações por inflamação, 295 já tiveram alta. Segundo um dos responsáveis do CDC, Dr. Tom Shimabukuro, estima-se que haja uma taxa de 12,6 casos de inflamação cardíaca por cada milhão de pessoas vacinadas entre os 12 e os 39 anos.
Os Estados Unidos já estão a vacinar adolescentes e jovens adultos com a vacina da Pfizer, a ser inoculada a jovens com mais de 12 anos. Em junho, a Agência Europeia do Medicamento também aprovou o uso desta vacina em adolescentes entre os 12 e os 15 anos, embora a decisão final caiba a cada estado-membro.
Fonte: RTP


