Primeiro "Dermatologist from the Heart" português inicia projeto

07/11/13

"Dermatologia para a África que fala português", desenvolvido pelo Departamento de Dermatologia do Hospital CUF Descobertas, em Lisboa, foi o vencedor do desafio "Dermatologist from the Heart". Este projeto propõe-se, em cooperação com o Instituto Marquês de Valle Flor, em S. Tomé, e com a Organização Não Governamental Carmo Jardim, em Moçambique, dar formação em cuidados primários básicos e teledermatologia.

Este foi o projeto que melhor respondeu ao apelo da Fundação La Roche-Posay, que quer oferecer cuidados dermatológicos a populações que não têm acesso às consultas da especialidade.

Para as próximas semanas já está projetada uma missão em São Tomé, que contará com a presença de dois dermatologistas. O objetivo é fazer cirurgias a doentes que já passaram pela triagem e que estão em lista de espera. Para além disso, realizar cursos de dermatologia para médicos residentes de medicina geral e familiar. "Temos como objetivo ensinar médicos locais a prevenir algumas doenças dermatológicas, verificar as condições locais para desenvolver programas de apoio permanente em telemedicina - como fazemos com São Tomé - e, identificadas as necessidades e os meios necessários, colaborar ativamente na luta contra as enfermidades cutâneas", explicou Miguel Correia, do Departamento de Dermatologia do Hospital CUF Descobertas.


Este prémio vai de imediato financiar a missão a São Tomé e, nas semanas subsequentes, a missão na Guiné. Aqui, vai ser feita uma primeira missão com carácter formativo e de estudo da patologia local e dos meios para a combater. "Nunca houve dermatologia na Guiné, de acordo com o Instituto do Marquês de Valle Flor que desenvolve ação no local, e a patologia grave é muito comum nesta zona. Tuberculose, lepra, micoses profundas, entre outras, são doenças vulgares e infelizmente não tratadas", acrescentou Miguel Correia.


Qualquer um destes projetos não tem limite temporal e conta com o apoio permanente assistencial, por telemedicina e missões ocasionais no local. Haverá sempre formação à população, por vezes nos meios de comunicação local, mas sempre através dos conselhos dados nas consultas - chegam a fazer 200 por dia.


Recorde-se que o desafio "Dermatologist from the Heart" foi lançado a todos os dermatologistas que praticam a especialidade em Portugal, à exceção daqueles que fizeram parte do painel de júris: Dr.Pedro Cachão (Hospital Garcia de Orta) Drª. Filomena Azevedo (Hospital São João, Porto), e Drª.Margarida Gonçalo (Hospital Universidade de Coimbra), que fazem também parte da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venerologia.

A decorrer simultaneamente em vários países, onde a marca La Roche-Posay está presente, o "Dermatologist from the Heart" dirigiu-se a todos os médicos que sonham envolver-se num projeto de dermatologia ao serviço da comunidade.


A La Roche-Posay voltou desta forma a sublinhar os valores e a missão da marca, tornando a Dermatologia mais acessível a todos, nomeadamente às populações carenciadas, isoladas ou de risco, trabalhando lado a lado com os dermatologistas portugueses.


Desde a sua criação, em 1995, a Fundação La Roche-Posay já atribuiu bolsas a mais de 100 equipas de investigação dermatológica, fazendo progredir a Dermatologia em todo o mundo com base nestes pressupostos, em áreas como a Medicina Clínica, a Biologia e a Farmacologia.


Há 10 anos que a Fundação tem vindo a apoiar também programas de prevenção de cancro cutâneo, incluindo os dias de rastreio gratuito, organizados pelo Grupo Europeu do Euromelanoma e por várias Sociedades Nacionais de Dermatologia em outros países. Só em 2012, 2.600 dermatologistas, em 21 países, rastrearam mais de 60.000 pessoas.

 

 

Partilhar

Publicações