A introdução da inovação em sistemas complexos, como o SNS, é muitas vezes um desafio. Ana Escoval, Professora de Políticas e Administração de Saúde, na Escola Nacional de Saúde Pública e líder deste "Think Tank", considera que "a atual crise financeira, condiciona o volume de recursos a afetar à inovação terapêutica e às despesas na saúde. Sabemos que "verdadeiras" inovações produzem potencialmente melhor saúde, otimização de processos (qualidade e segurança) e geram melhorias de eficiência e satisfação dos doentes e profissionais. São por isso, naturalmente imprevisíveis os impactos desta redução na inovação, a médio e longo prazo, nomeadamente nos indicadores de saúde e na qualidade de vida dos cidadãos".
No domínio da saúde, segundo a UNESCO (2010), inovar significa utilizar um novo conceito, ideia, serviço, processo ou produto destinado a melhorar o tratamento, diagnóstico, educação, divulgação, prevenção e investigação, e com objetivos de longo prazo de melhorar a qualidade, segurança, resultados, eficiência e custos. Ou seja, inovação em saúde é um conceito que se encontra estritamente relacionado com a obtenção de uma melhoria concreta na saúde das populações.
Adalberto Campos Fernandes, José Laranja Pontes, António Faria Vaz, Luís Campos, Nadim Habib, António Dias Alves, Vitor Veloso e Luis Soares são algumas das figuras que compõem este "Think Tank", que conta com o apoio da Roche Farmacêutica enquanto enabling partner. As principais conclusões serão apresentadas no dia 11 de Dezembro de 2013, numa conferência que decorrerá no Centro Cultural de Belém (CCB).
A Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) convidou 60 personalidades de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa para integrar o "Think Tank" - Pensar a Saúde - Promover e Disponibilizar a Inovação aos Cidadãos. Este grupo de pensadores irá, enquanto grupo de reflexão, apontar caminhos que permitam um acesso à inovação na saúde, assegurando a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

