O trabalho, publicado na revista Nature, da equipa do Dr. Nuno Osório e da Prof.ª Doutora Sílvia Portugal, revelou um perfil transversal a vários estudos que identifica uma hipótese nova: o tempo de circulação do parasita está associado ao seu potencial de crescimento e virulência, influenciando o resultado da doença.
Com a ajuda da bioinformática foi possível demonstrar a importância de estarmos atentos ao estado de desenvolvimento dos parasitas nos nossos glóbulos vermelhos infetados.
O trabalho desenvolvido contou, em todas as etapas, com apoio de bioinformática. “Nos últimos anos, a bioinformática permitiu evoluir da investigação científica centrada num conjunto limitado de genes ou proteínas para uma perspetiva mais ampla, mais geral e completa”, contextualiza o Dr. Nuno Osório.
A utilização desta área na investigação biomédica permite a utilização de dados em larga escala, ajudando a responder a questões biológicas mais avançadas. “Estes avanços poderão ser traduzidos em métodos de diagnósticos mais avançados, ou terapias mais eficazes para diversas doenças”, conclui.
A malária é a maior causa de morte em África, com aproximadamente 400 mil mortes em 2019, a maioria com menos de cinco anos.


