“Este resultado só foi possível devido ao esforço realizado pela equipa e à implementação de um conjunto de medidas, nomeadamente a realização de atividade adicional, incluindo sábados. A recente constituição do serviço de Dermatologia enquanto Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) irá contribuir para melhorar ainda mais a nossa capacidade de resposta”, justifica o diretor do serviço de Dermatovenereologia e do CRI do HGO, Dr. João Alves.
Este serviço, que realiza anualmente cerca de 11.500 consultas e quatro mil cirurgias e meios complementares de diagnóstico, constituiu-se no passado mês de março como o primeiro CRI do País na área da Dermatologia.
Nas palavras do presidente do Conselho de Administração do HGO, Dr. Luís Amaro, este centro tem como objetivo “melhorar o acesso dos utentes aos cuidados de saúde e, por esta razão, a constituição do CRI de Dermatologia assume grande importância, permitindo que os nossos doentes realizem os tratamentos de que necessitam no nosso hospital, sem necessidade de se deslocarem a outras unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.
A expectativa do Dr. João Alves é que a “curto prazo” estejam consolidadas as “áreas de diferenciação como a Dermatologia e Cirurgia Oncológica, Alergologia Cutânea, Infeções Sexualmente Transmissíveis e Dermatologia genital”, bem como o aumento e melhoria de resposta na fotodermatologia e dermatoscopia digital.
As principais patologias observadas no serviço em causa são os nevos melanocíticos (sinais), lesões benignas como queratoses seborreicas e fibromas, lesões pré-malignas (queratoses actínicas, por exemplo), cancro cutâneo (melanoma maligno, carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular), patologias inflamatórias como acne, rosácea, psoríase, eczemas, toxidermias (reações adversas a fármacos), doenças autoimunes, infeções cutâneas como erisipela e impetigo.


