No sentido de cumprir o objetivo têm sido implementadas várias estratégias a nível mundial, uma delas a micro eliminação da doença, ou seja, trabalhar contexto a contexto, que podem ser concelhos, distritos ou agrupamentos de centros de saúde. “Eliminamos a hepatite C em cada contexto e depois vamos progredindo e replicando. É desta forma que se conseguirá a eliminação total deste vírus”, explica o Dr. Fausto Roxo, responsável pelo Hospital de Dia de Doenças Infecciosas do HDS.
Para que esta intervenção seja eficaz, o Dr. Fausto Roxo acrescenta que é necessário “que sejamos nós a ir ter com os doentes, a procurar os infetados e a deslocar os meios, a consulta, para onde estes estiverem”. Este tipo de consulta surge como complemento à consulta das doenças infeciosas, promovida no Hospital de Dia de Doenças Infeciosas do HDS, onde já foram seguidos e tratados largas centenas de doentes com esta patologia.
A consulta descentralizada contempla a realização de análises clínicas e exames de diagnóstico no próprio local e já levou a equipa do HDS a deslocar-se ao Estabelecimento Prisional de Torres Novas, onde foram tratados e curados todos os reclusos com hepatite C.
Desde junho que os profissionais estão a replicar a intervenção noutro contexto, levando agora a consulta descentralizada ao Centro de Acolhimento a Toxicodependentes (CAT) de Santarém. “Nos CATs, existe um potencial muito grande de doentes e somos dos primeiros hospitais do país a deslocar-nos a estes locais” afirma o responsável, acrescentando que nestes contextos, prisões e CATs, “o tratamento funciona muito bem porque a toma é assistida, garantindo uma taxa de sucesso de 100%”.
O objetivo é levar este tipo de consultas toda a área de influência do HDS e o próximo passo será a promoção de rastreios nos centros de saúde.


