Células estaminais promissoras no tratamento de uma causa da infertilidade feminina

26/08/21
Células estaminais promissoras no tratamento de uma causa da infertilidade feminina
As células do tecido do cordão umbilical demonstraram potencial para restaurar a fertilidade em mulheres com síndrome de Asherman. Segundo um estudo publicado na revista científica Stem Cell Research & Therapy, esta abordagem permitiu melhorar a recetividade do endométrio para a implantação do embrião em mulheres com esta síndrome.

“A terapia com células estaminais tem vindo a ser investigada como uma abordagem inovadora, com resultados promissores. Neste estudo, a escolha pelas células estaminais do tecido do cordão umbilical deveu-se às múltiplas vantagens que apresentam, nomeadamente a elevada capacidade de proliferação e o método de colheita simples e indolor”, afirma a Dr.ª Bruna Moreira, investigadora do departamento de I&D da Crioestaminal.

Para avaliar o efeito da aplicação intrauterina de células estaminais na capacidade de proliferação do endométrio, foram envolvidas, neste estudo piloto, 18 mulheres com síndrome de Asherman, que não responderam adequadamente aos tratamentos convencionais. O tratamento foi aplicado duas vezes, em ciclos menstruais consecutivos, seguido de um período de acompanhamento de dois anos.

Após o tratamento experimental, observou-se um aumento significativo da espessura do endométrio, que excedeu os 6 mm em oito das participantes, assim como um aumento significativo da densidade de capilares sanguíneos e do número de recetores hormonais no endométrio. Estes resultados indicam que o tratamento experimental promoveu melhorias na vascularização do endométrio e na sua resposta a estímulos hormonais.

Notavelmente, embora as participantes se debatessem com problemas de infertilidade há quatro anos, em média, quatro conseguiram engravidar após o tratamento experimental com células estaminais: três através de fertilização in vitro, e uma de forma natural.

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