O Prof. Guilherme Macedo, presidente da SPG, recomenda “que por se tratar de uma doença silenciosa, todas as pessoas devem incluir as análises do fígado na avaliação de rotina (ALT, fosfatase alcalina e GGT) para detetar a CBP, entre outras doenças do fígado” e acrescenta que “se trata de análises simples, acessíveis a todos e que qualquer médico pode prescrever”.
“Na maioria dos casos a CBP é assintomática, no entanto, o sintoma principal pode ser o cansaço inexplicável ou o prurido. O prurido por vezes é muito incapacitante, levando a feridas na pele, “sinais de coceira”, no entanto, apesar de não ter cura, esta doença tem tratamento no caso de ser diagnosticada precocemente”, esclarece.
As consequências mais graves podem surgir em cerca de 15-20% dos doentes com cirrose. Muitas vezes só na fase de cirrose é que surgem os sintomas: ascite (acumulação de líquido intraabdominal), encefalopatia (alterações mentais), vómitos com sangue por rotura das varizes do esófago, emagrecimento acentuado ou então cancro do fígado. Em alguns casos tem de se avançar para transplante hepático. Os doentes com CBP constituem cerca de 10% dos transplantes hepáticos. É uma das doenças com melhor prognóstico para transplante sendo a taxa de sobrevivência de 90% após 10 anos de transplante hepático.


