Projeto vencedor procura revolucionar o tratamento da LLA em estadios avançados

30/09/21
Projeto vencedor procura revolucionar o tratamento da LLA em estadios avançados

“Mecanismos de infiltração no sistema nervoso central em leucemia aguda precursora de células B tipo cromossoma de Filadélfia (CENSIBALL)”. Assim se designa o projeto vencedor da 2.ª Edição da Bolsa de Investigação em Leucemia Linfocítica Aguda (LLA), no valor de 15 mil euros, uma iniciativa da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e da Sociedade Portuguesa de Hematologia, com o apoio da Amgen Biofarmacêutica. Este projeto procura dar o seu contributo para a compreensão de quais os mecanismos e terapias que possam fazer frente à evolução das formas mais agressivas desta patologia. A News Farma falou com o Dr. Nuno Rodrigues dos Santos, investigador principal, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, da Universidade do Porto (i3S). Veja o vídeo.

A equipa multidisciplinar distinguida conta com o Dr. Luís Maia, clínico em Neurologia no Centro Hospitalar Universitário do Porto e investigador no i3S, o Prof. Doutor Matthias Futschik, investigador do Imperial College London Faculty of Medicine, a Dr.ª Dulcineia Pereira e o Dr. Ricardo Pinto, hematologistas, no Instituto Português de Oncologia do Porto Serviço de Hematologia do Hospital S. João do Porto, respetivamente.

O projeto vencedor procura identificar as moléculas nas células leucémicas que promovem a invasão do sistema nervoso central e que levam a sintomas neurológicos nos doentes. “Juntámos esforços para tentar identificar fatores envolvidos na disseminação das células leucémicas para o sistema nervoso central, (…) novos alvos de terapêuticos e eventualmente, esperamos nós, encontrar pistas para novos tratamentos”, salienta o Dr. Nuno Rodrigues dos Santos.

“Atualmente, não existem terapias específicas para eliminar as células leucémicas do sistema nervoso central. Este projeto tem o objetivo de avaliar o comportamento de progressão da LLA para criar barreiras de proteção contra estas células, ou seja, em primeira análise procura identificar os agentes necessários [que possam] evitar a progressão da doença para o sistema nervoso central, [em vez] de só atuar numa fase avançada da doença”, reforça o investigador.

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