Em 2020, o cancro da mama foi o tipo de cancro mais diagnosticado e a primeira causa de morte por cancro entre as mulheres, tornando-o o cancro com maior ocorrência na União Europeia.
A pandemia COVID-19 expôs vulnerabilidades nos sistemas de saúde europeus, dando origem a uma série de iniciativas para colocar a saúde no topo da agenda política.
O Plano Europeu de Combate ao Cancro (PECC) assinala uma “nova era em matéria de prevenção e cuidados oncológicos''. Apresentado a 3 de março de 2021, em pleno combate à pandemia, além de representar um marco histórico no quadro das políticas públicas de saúde da União e dos Estados Membros, o Plano institucionaliza o compromisso inequívoco em apoiar os 27 a erradicar o cancro. Para tal, propõe uma abordagem moderna em todo o percurso da doença, na prevenção, na deteção precoce, no diagnóstico e no tratamento e na melhoria da qualidade de vida, trazendo para o centro da estratégia a utilização de “novas tecnologias, investigação e inovação ao serviço de uma prevenção e cuidados oncológicos centrados no doente.”
No âmbito específico do cancro da mama, o PECC sublinha a importância de melhorar a detecção precoce como a forma mais avisada de salvar vidas, designadamente através da implementação e da repetição regular dos rastreios. Apesar das melhorias observadas, subsistem dados que dão conta de variações acentuadas nas coberturas dos rastreios entre Estados Membros, ou ainda dados que apontam para a falta de capilaridade dos programas nacionais ou regionais dos rastreios em vigor.
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