Campanha da SPAIC alerta para um correto diagnóstico do angioedema hereditário

21/10/21
Campanha da SPAIC alerta para um correto diagnóstico do angioedema hereditário

“E se fosse consigo?” Este é o mote da nova campanha da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), dirigida a imunoalergologistas, e que pretende alertar para a importância de uma melhor compreensão do angioedema hereditário, uma doença com um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes.

Com cerca de 200 doentes já identificados com esta doença em Portugal, o angioedema hereditário é uma doença genética rara que se manifesta pelo aparecimento de crises recorrentes de angioedema (inchaço) em várias localizações possíveis, sendo a face uma das mais frequentes.

“Muitas vezes, o angioedema hereditário é confundido erradamente com uma alergia o que contribui para atrasos de diagnóstico significativos”, refere o Prof. Doutor Manuel Branco Ferreira, imunoalergologista e presidente da SPAIC. É por isso fundamental que os imunoalergologistas saibam identificar corretamente esta doença para que também o tratamento possa ser o mais adequado.

Outro fator fundamental que carateriza esta doença é o “impacto muito significativo que o angioedema hereditário tem na qualidade de vida dos doentes. Definir a qualidade de vida é sempre complexo - depende, obviamente, do estado de saúde - mas outros fatores como o rendimento, liberdade ou inserção social são igualmente importantes”, destaca ainda o presidente da SPAIC. De acordo com o imunoalergologista, “este impacto é bem revelado pela grande percentagem de doentes que mostram preocupação ou culpa por terem passado a doença aos seus filhos, que também é um fator que interfere negativamente na qualidade de vida destas pessoas. Em contexto de crises, é evidente o desconforto, a desfiguração e o cansaço, e é nítido o sofrimento físico e psíquico que permanece até quase duas semanas após o início da crise. Também a dor intensa que existe nos casos de ataques abdominais e ainda o medo permanente de não saber quando vai ser o próximo ataque e se este vai, ou não, poder causar asfixia e morte são elementos que afetam muito negativamente a qualidade de vida destas pessoas”.

Um correto diagnóstico e, por consequência, uma correta intervenção terapêutica são fundamentais para a melhoria da qualidade de vida destes doentes. Esta avaliação da qualidade de vida pode ser feita recorrendo a ferramentas especificas para este efeito e deve ser realizada no momento do diagnóstico da doença e posteriormente como forma de acompanhamento dos doentes.  

Esta campanha conta com o apoio da Takeda.

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