Assinalando o Dia Mundial do Idoso, que se celebrou ontem, a 28 de outubro, a SPGG produziu um conjunto de recomendações para o envelhecimento saudável. Desde logo a vacinação “porque, de facto, é extremamente importante tanto nas pessoas idosas como nas crianças”, disse o presidente da SPGG, Prof. Doutor Manuel Carrageta, à agência Lusa.
“A vacinação é um dos maiores sucessos da história da Medicina, tendo salvado mais vidas, talvez nos últimos 50 anos, do que qualquer outra intervenção médica”, frisou, salientando que a pandemia veio mostrar como “as vacinas são tão importantes e eficazes”, designadamente junto deste universo etário.
O especialista enfatizou que, tanto na gripe como na COVID-19, “mais de 90% das mortes” cuja idade supera os 60 anos. “É nesta população que temos de ser mais assertivos no sentido da vacinação”, defendeu, relevando também a importância da vacina contra a pneumonia, “uma causa importantíssima de morte nas pessoas mais idosas”.
No que diz respeito à vacinação da gripe, a Sociedade aconselha a administração da vacina quadrivalente, de preferência com dose reforçada, todos os outonos – idealmente entre novembro e a primeira quinzena de dezembro –, mas no máximo antes do início da primavera.
Destaca ainda a importância da vacina contra a Herpes zoster, referente à doença conhecida como “cobrão” ou “zona”, que é menos conhecida e que se manifesta por dor intensa e erupção vesicular unilateral, geralmente no tórax.
“Esta infeção complica-se muitas vezes com dor persistente e difícil de tratar, podendo causar sofrimento de tal ordem que, em alguns casos, pode até levar ao suicídio. Associa-se também a um aumento do risco de cegueira por herpes ocular, acidente vascular cerebral, parestesias e paralisias nervosas, incluindo a síndrome de Guillain-Barré”, esclarece a SPGG.
Por fim, salienta-se a importância da administração da vacina para a tosse convulsa, doença suscetível de ser bastante grave nos idosos. “Esta vacina pode ser administrada em conjunto com as vacinas do tétano e da difteria, que devem ser administradas de 10 em 10 anos”, explicou o presidente da SPGG, que tem como objetivo contribuir para melhorar o bem-estar e a saúde das pessoas mais idosas.


