Prof. Doutor Filipe Froes recomenda novas medidas contra a COVID-19

05/11/21
Prof. Doutor Filipe Froes recomenda novas medidas contra a COVID-19

O Prof. Doutor Filipe Froes aconselha a que se encare com a devido preocupação o aviso da Organização Mundial de Saúde (OMS) acerca da transmissão "preocupante" da COVID-19 na Europa, emitido ontem, quinta-feira, já que vários fatores poderão agravar a pandemia durante esta estação. Por isso, o responsável da task force da Ordem dos Médicos para a pandemia recomenda novas medidas para controlar e evitar uma nova vaga.

"Entendo essas declarações como um alerta. Portugal e os outros países não vivem numa bolha. O que acontece nos restantes países europeus e nos restantes países do mundo tem interferência direta na situação epidemiológica em Portugal", refere o Prof. Doutor Filipe Froes. 

O consultor da Direção-Geral da Saúde realça que o nosso país está mais bem preparado para enfrentar este inverno, mas lembra que a falta de cobertura vacinal de alguns países pode prejudicar os outros. "Fizemos um excelente trabalho em termos de vacinação e não pode haver a menor dúvida de que a vacina é a melhor maneira de combater esta pandemia. Temos, nos diferentes países, taxas diferentes de cobertura vacinal, por motivos diversos. Muitas vezes, por motivos até políticos, há uma menor adesão à vacinação."

A confirmação da hipótese de uma nova vaga mais intensa resulta, em suma, no "somatório" de dois fatores: a falta de adesão às vacinas noutros países e aspetos de manifestação sazonal.

Perante o aviso da OMS, o Prof. Doutor Filipe Froes adianta já várias propostas de medidas para serem consideradas no imediato como o alargamento da administração da terceira dose da vacina contra a COVID-19. "Acelerar a vacinação nos mais vulneráveis, terminar rapidamente a vacinação das pessoas com mais de 65 anos e dos imunodeprimidos, incluir rapidamente a vacinação dos profissionais de saúde, ponderar o reforço na população com mais de 50 anos, e aqui incluía outros fatores de risco e que já estão perfeitamente estabelecidos, como a diabetes e a obesidade mórbida, a doença renal crónica, a insuficiência cardíaca e a doença respiratória crónica", partilha o médico e investigador. E acrescenta que estes são "fatores de grande risco que, independentemente da idade, condicionam maior risco de severidade da doença".

O especialista aconselha ainda a "voltar a incluir a utilização da máscara e das medidas de controlo da transmissão, como a etiqueta respiratória, a higienização das mãos, o distanciamento social, em todos os espaços públicos não abertos".

 

Fonte: TSF

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