Estudo indica que vacinação contra HPV entre os 12 e 13 anos reduz taxas de cancro cervical

15/11/21
Estudo indica que vacinação contra HPV entre os 12 e 13 anos reduz taxas de cancro cervical

Segundo um estudo, publicado na revestia The Lancet, as taxas de cancro cervical são 87% mais baixas em mulheres que foram vacinadas contra o papilomavírus humano (HPV) quando tinham entre 12 e 13 anos, do que nas gerações anteriores. Os investigadores também concluíram reduções de 62% em mulheres vacinadas entre os 14 e os 16 anos e de 34% nas quais a vacinação ocorreu entre os 16 e os 18 anos.

“A investigação fornece a primeira evidência direta do impacto da campanha de vacinação contra o HPV, no Reino Unido, na incidência do cancro cervical, mostrando uma grande redução nas taxas deste cancro em coortes vacinadas”, afirmou a coautora do estudo, Prof.ª Doutora Kate Soldan.

Esta investigação representa, assim, um grande passo na prevenção do cancro cervical. “Esperamos que esses novos resultados incentivem a aceitação, já que o sucesso do programa de vacinação depende não apenas da eficácia da vacina, mas também da proporção da população vacinada”, afirmou.

Apesar de os dados animadores, os autores reconhecem algumas limitações ao estudo, principalmente no que diz respeito ao diagnóstico de cancro cervical em mulheres jovens, uma vez que as populações vacinadas tornam difícil a avaliação do impacto total da imunização contra o HPV nas taxas de cancro cervical, devido à sua idade.

No entanto, os investigadores sublinham que as duas infeções mais comuns por HPV, contra as quais a vacina protege, estão presentes em até 92% das mulheres diagnosticadas com cancro cervical antes dos 30 anos.

“A escala do efeito da vacinação contra o HPV relatada por este estudo deve estimular programas de vacinação em países mais pobres, onde o cancro do colo do útero é um problema muito maior de saúde pública. A questão mais importante, além da disponibilidade da vacina, é a educação da população para aceitar a vacinação, pois o aumento da taxa de imunização é um elemento-chave para o sucesso”, afirmou a especialista Prof.ª Doutora Maggie Cruickshank, que não esteve envolvida na investigação.

Fonte: Lusa

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