COVID-19: SPP marca posição relativamente à vacinação de crianças

29/11/21
COVID-19: SPP marca posição relativamente à vacinação de crianças

A Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) marcou a sua posição relativamente à vacinação de crianças contra a COVID-19, garantindo que é "segura e eficaz" no grupo etário dos 5 aos 11 anos. 

Em comunicado, os pediatras explicam que não se opõem à vacinação de crianças e defendem que a decisão "vale a pena", se reduzir confinamentos nas escolas. Esta opinião é diferente da apresentada pela presidente da SPP, em abirl, reforçando a importância de ensaios clínicos. 

Já em agosto, um novo parecer da SPP considerou "prudente obter toda a evidência (informação) científica possível antes da decisão final". Na semana passada, por sua vez, foi já considerada "segura e eficaz" a vacinação contra a COVID-19 para crianças.

"Como muitos adultos agora estão protegidos pela vacinação, é natural que a proporção de novos testes positivos encontrados em crianças seja maior do que antes, especialmente com a testagem intensiva das crianças a frequentar as escolas. Assim, e provada a segurança e eficácia da vacina, poderá ser considerada a sua aplicação neste grupo etário, se isso permitir trazer normalidade à vida das crianças", defende a SPP, em comunicado.

 Durante o ensaio clínico em crianças dos 5 aos 11 anos, foram vacinadas 1.517 crianças contra a COVID-19. Estes resultados mostraram que é seguro e eficaz. Perante esta premissa, a vacinação desta faixa etária já foi aprovada pela FDA e EMA. 

A SPP lembra que, nas crianças, a COVID-19 “é habitualmente uma doença assintomática ou ligeira e, felizmente, continuam a ser raros os casos graves que obrigam a internamento ou admissão em unidades de cuidados intensivos”, ocorrendo estes “maioritariamente em crianças com fatores de risco”.

Sublinha que as crianças "têm sido fortemente prejudicadas na pandemia devido aos confinamentos sucessivos, que afetam seriamente a sua aprendizagem e saúde mental e aumentam o risco de pobreza e de maus-tratos”.

A Sociedade adianta ainda que a vacinação dos 5 aos 11 anos está a ser avaliada pela comissão técnica da DGS, que tem acesso aos dados em tempo real sobre o número de casos por grupo etário, os surtos nas escolas e ambiente familiar e a seroprevalência neste grupo etário.

 

Fonte: TVI24

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