Localizado no Hospital Lusíadas Lisboa e dedicado ao diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, o Centro de Cardiologia de Lisboa foi inaugurado no dia 30 de novembro. O novo espaço agrega os procedimentos mais recentes da Cardiologia e da Cardiologia de Intervenção, representando um investimento de aproximadamente 3 milhões de euros em infraestruturas e equipamentos.
Para o CEO do Grupo Lusíadas Saúde, Dr. Vasco Antunes Pereira, “este investimento, mais do que o retorno económico, tem uma componente de retorno humano”. Explicou referindo a motivação da criação do Centro de Cardiologia de Lisboa: dar “resposta às necessidades dos nossos clientes”.
Além disso, o executivo acrescentou que a oferta do Grupo, em Lisboa, está em fase de reorganização. “Pretendemos dar uma resposta integrada para toda e qualquer patologia do foro cardíaco que tenhamos necessidade de dar assistência.”
O Dr. Vasco Antunes Pereira disse que “do ponto de vista económico, não olhamos para a saúde numa lógica de retorno de breve prazo, mas sim como um investimento de longo prazo”, razão pela qual o investimento estar “muito focado na experiência do cliente”, procurando “um elevado conforto por parte do cliente e uma otimização do outcome clínico, portanto que o doente retorne à sua vida ativa o mais rapidamente”.
Segundo o gestor, o Grupo Lusíadas Saúde encara a saúde numa perspetiva mais transversal. “Não estamos apenas focados na transação ou curativo, mas sim na melhoria e no estado de saúde de cada pessoa e no impacto no sistema de saúde. Estamos à procura de impactar positivamente no sistema de saúde a prazo”, afirmou.
“Cuidar muito especial dos doentes”
O “cuidar muito especial dos doentes” é o que diferencia a Unidade de Cardiologia do Cluster Lisboa, assegurou o seu coordenador, Dr. Diogo Torres. “Pratica-se uma Cardiologia Clínica extraordinária”, observou. Relativamente ao novo investimento, evidenciou a alta tecnologia, que vai permitir “desenvolver mais” o que tem vindo a ser feito há cerca de 12 anos. “É uma aposta forte do Grupo na Cardiologia.”
O Dr. Diogo Torres sublinhou que “as doenças cardiovasculares são responsáveis por um terço da mortalidade em Portugal” e, nesse sentido, o Grupo Lusíadas Saúde tem o objetivo de “fazer parte do sistema nacional de saúde numa altura em que o sistema público está muito sobrecarregado”.
Quando questionado sobre as expectativas, o coordenador da Unidade não hesitou em dizer que “é de crescimento e de desenvolvimento de novos projetos”. Até porque, segundo frisou, “temos várias áreas onde apostar, como seja a da insuficiência cardíaca ou da reabilitação cardíaca”.
Cardio Lounge, um conceito único no país
O recém-inaugurado Centro de Cardiologia de Lisboa é coordenado pelo Dr. Eduardo Infante Oliveira que, em entrevista à News Farma, destacou a renovação do Centro que agrega as áreas de Ambulatório e de Hemodinâmica. Na área de Ambulatório foi “triplicada a capacidade de gabinetes quer de consulta, quer de exames complementares, de forma a dar resposta à elevada procura que se tem verificado nos últimos anos e acompanhando o crescimento da Unidade de Cardiologia do Cluster Lisboa e das restantes estruturas do Grupo Lusíadas Saúde em Lisboa”, mencionou, enfatizando que a infraestrutura tem um “percurso para o doente muito bem delimitado”, para que possa realizar as consultas e/ou os exames complementares, havendo assim uma “otimização do tempo”.
O Dr. Eduardo Infante Oliveira sublinhou que a unidade de intervenção cardiovascular está apetrechada com “equipamentos de última geração”, que do ponto de vista da segurança “emitem uma baixa dose de radiação, algo muito importante tanto para os profissionais como para os doentes”.
Para terminar, o coordenador do Centro de Cardiologia de Lisboa evidenciou o Cardio Lounge, “um conceito único no País”, que possibilita a melhoria da experiência das pessoas e os resultados obtidos. O objetivo é “dar uma experiência que faça lembrar o menos possível às pessoas que estão dentro de uma unidade hospitalar, melhorando o conforto e diminuindo a ansiedade relativamente aos exames, para além de permitir a ida precoce do doente para casa”.


