Análise da informação genética sugere que remdesivir mantém atividade contra a variante ómicron

06/12/21
Análise da informação genética sugere que remdesivir mantém atividade contra a variante ómicron

A Gilead realizou uma análise da informação genética atualmente disponível da variante ómicron. Esta análise não detetou mutações adicionais prevalentes na RNA polimerase viral em comparação com as variantes anteriores conhecidas do SARS-CoV-2. Este facto sugere que o remdesivir continuará ativo contra a variante ómicron. A Gilead irá realizar testes laboratoriais adicionais para confirmar esta análise.

O remdesivir inibe diretamente a replicação do SARS-CoV-2 dentro das células infetadas tendo como alvo a RNA polimerase viral. A análise genética inicial de mais de 200 sequências disponíveis de isolados da variante ómicron, incluindo os da África do Sul, Ásia e Europa, demonstrou que não estão presentes novas mutações na variante das quais resultem expetáveis alterações da RNA polimerase viral do SARS-CoV-2, em comparação com as variantes anteriores conhecidas.

Isto sugere que o remdesivir continuará a ser ativo contra a variante. A Gilead continuará a analisar sequências genéticas adicionais da variante à medida que estas se tornarem disponíveis. A Gilead efetua este tipo de estudos para assegurar uma rápida atualização da informação sobre a potencial eficácia do remdesivir .

Além das análises genéticas, a Gilead continua a avaliar experimentalmente a atividade do fármaco contra as variantes do SARS-CoV-2 identificadas através de testes antivirais in vitro. A atividade antiviral do fármaco foi confirmada in vitro contra todas as principais variantes do SARS-CoV-2 previamente identificadas, incluindo Alfa, Beta, Gama, Delta e Epsilon.

A Gilead está a trabalhar em parceria com entidades governamentais e académicas para obter isolados virais e realizar testes laboratoriais in vitro da atividade antiviral do remdesivir contra a variante ómicron. Assim que os testes estejam completos, a Gilead partilhará os dados com as agências reguladoras, profissionais de saúde e autoridades de saúde pública.

Até à data, não foram identificadas alterações genéticas importantes em qualquer uma das variantes de preocupação e variantes de interesse conhecidas do SARS-CoV-2 que alterariam significativamente a RNA polimerase viral alvo do mecanismo de ação por remdesivir. Em contraste, todas as variantes identificadas mostram mutações em diferentes locais das proteínas espiculares (“spike”) do SARS-CoV-2, que se encontram na superfície externa do vírus e servem como alvo para todos os anticorpos neutralizantes anti-SARS-CoV-2.

O remdesivir está aprovado ou autorizado para utilização temporária em cerca de 50 países em todo o mundo. O fármaco foi já utilizado em nove milhões de doentes em todo o mundo, incluindo 6,5 milhões de pessoas em 127 países de rendimento médio e baixo, através de programas de licenciamento específicos.

O remdesivir é o antiviral standard of care para o tratamento de doentes hospitalizados com COVID-19[1],[2]. Contribui para a diminuição da progressão da doença e permite que os doentes hospitalizados recuperem mais rapidamente, libertando recursos hospitalares limitados e poupando dinheiro aos sistemas de saúde.

 

 

[1] National Institutes of Health (NIH). Coronavirus disease 2019 (COVID-19) treatment guidelines. Accessed Dec 2021

[2] Infectious Diseases Society of America (IDSA). Infectious Diseases Society of America guidelines on the treatment and management of patients with COVID-19. Accessed Dec 2021

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