Estudo apresenta resultados positivos ao uso de remdesivir no no tratamento de doentes com pneumonia COVID-19

13/12/21
Estudo apresenta resultados positivos ao uso de remdesivir no no tratamento de doentes com pneumonia COVID-19

Um novo estudo concluiu que a introdução de um tratamento baseado em remdesivir (RDV) em doentes com pneumonia COVID-19, que requerem oxigenoterapia suplementar, evitaria mais de 261 internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e 166 mortes, em Portugal.

“Modelo de estimativa de custos dos cuidados de saúde e acesso às unidades de cuidados intensivos (UCI) para doentes COVID-19 e avaliação dos efeitos de remdesivir no contexto português” teve como objetivo simular o impacto que esta opção de tratamento poderá ter sobre o curso pandémico a longo prazo.

O modelo de previsão foi desenvolvido para estimar como o RDV teria impacto na capacidade das UCI e nos custos dos cuidados de saúde relacionados com a gestão hospitalar do doente com COVID-19. Este modelo foi aplicado no contexto português com uma projeção de 20 semanas com início em 1 de maio e conclusão em 18 de setembro de 2021.

Os dados foram recolhidos consultando diferentes fontes, tais como, literatura publicada a nível global, relatórios governamentais oficiais e bases de dados de reconhecido mérito disponíveis sobre doenças infeciosas, além dos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde e Direção Geral da Saúde, e ainda pareceres de peritos.

O estudo mostrou que a introdução de tratamento baseado em RDV em doentes com pneumonia COVID-19 que requerem oxigenoterapia suplementar produziria mais de 23 milhões de euros em economias de custos e evitaria mais de 261 internamentos em UCI e 166 mortes.

Além disso, para melhorar a condição clínica dos doentes e reduzir o tempo até à recuperação total, foi demonstrado que as opções de tratamento, como o RDV, podem reduzir os efeitos económicos negativos da pandemia por COVID-19, reduzindo os custos diretos dos cuidados de saúde e otimizando a gestão de recursos limitados, nomeadamente menos internamentos em UCI, menor tempo de internamento em enfermaria e menor taxa de mortalidade.

O Dr. João Rua, o Dr. Nuno Luís e a Dr.ª Sandra Braz foram convidados a dar o seu contributo na investigação, devido à sua experiência na gestão do tratamento da doença COVID-19.

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