Especialistas defendem prioridade à vacinação de adultos e crianças de risco

20/12/21
Especialistas defendem prioridade à vacinação de adultos e crianças de risco

Os especialistas em Pediatria que elaboraram um parecer para a Comissão Técnica de Vacinação Contra a COVID-19 defenderam que deve ser dada prioridade à vacinação dos adultos e dos grupos de risco, incluindo as crianças dos cinco aos 11 anos.

"Poderá ser prudente aguardar por mais evidência científica antes de ser tomada uma decisão final de vacinação universal deste grupo etário", afirma o parecer do grupo de trabalho de pediatria e saúde infantil constituído por peritos da Comissão Nacional da Saúde Materna, Criança e Adolescente, da Ordem dos Médicos, hospitais, pela coordenadora do Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil da DGS e pelo presidente da Sociedade de Portuguesa de Cardiologia Pediátrica.

No documento, os peritos consideram importante "seguir atentamente" a experiência dos países onde a vacina já começou a ser utilizada neste grupo etário.

Defendem também que seria importante conhecer "a seroprevalência da infeção neste grupo etário em Portugal pois níveis elevados de imunidade natural reduziriam o impacto da vacinação", bem como conhecer o impacto do programa de vacinação dos 12 aos 15 anos em Portugal.

Reiterando ser "fundamental e prioritário" manter o processo de vacinação de adultos, os especialistas realçam que, "até hoje, as variantes do SARS-CoV-2 que foram surgindo demonstraram ter maior transmissibilidade, mas sem evidência de maior gravidade em idade pediátrica".

Sublinham ainda que o grupo de trabalho é constituído por elementos com experiência para avaliar os benefícios e os riscos da vacinação para a saúde da criança, defendendo que "considerações detalhadas sobre impactos educacionais, sociais e económicos mais amplos deverão ser procuradas junto de outros peritos".

Perante esta situação, os peritos consideram no parecer que "deve ser dada prioridade à vacinação dos adultos e dos grupos de risco, incluindo as crianças dos 5 aos 11 anos".

Fonte: Lusa

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