A equipa multidisciplinar responsável envolve duas unidades orgânicas da Universidade NOVA de Lisboa, sendo constituída pelo investigador Prof. Doutor João Coelho, do CENIMAT/I3N, da NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA, em colaboração com a investigadora Prof.ª Doutora Inês Coelho, do CEDOC, da NOVA Medical School – Faculdade de Ciências Médicas.
“O projeto visa lançar as plataformas tecnológicas necessárias para o futuro desenvolvimento de pensos inteligentes com capacidade de comunicação wireless para uma melhor capacitação dos pacientes e do seu acompanhamento por parte dos profissionais de saúde”, explica o investigador.
Por seu lado, Inês Coelho lembra que “o projeto apresentado tem como objetivo principal desenvolver uma plataforma flexível que permita a monitorização contínua de úlceras diabéticas de uma forma não invasiva e confortável para a pessoa com diabetes, resultando em melhores cuidados e resultados de saúde, ao diminuir idas ao hospital e menores tempos de internamento e custos associados.”
A plataforma a criar será composta por sensores dedicados à monitorização de aspetos característicos de uma úlcera, tais como a oxigenação, pH, temperatura e níveis de humidade. Desta forma, será possível monitorizar a evolução ou cicatrização da úlcera em tempo real, de forma a gerir o tratamento, sem recorrer a uma constante mudança de pensos.
Os sensores serão fabricados em materiais flexíveis como o papel, de uma forma sustentável, por irradiação laser. Esta técnica resulta na produção de grafeno, uma estrutura ultrafina baseada em carbono, que apresenta propriedades físico-químicas essenciais para elaboração de sensores. De seguida, esta plataforma será inserida num penso e testada em estudos pré-clínicos.


