Helder Novais e Bastos vence Bolsa D. Manuel de Mello para projeto sobre tuberculose

25/11/13

Helder Novais e Bastos, investigador da Escola de Ciências de Saúde/ICVS da Universidade do Minho e médico do Hospital de São João, recebe a Bolsa D. Manuel de Mello, no valor de 12.500 euros, no próximo dia 27 de novembro, pelas 10h30, no Hospital de Braga. A Bolsa D. Manuel de Mello, atribuída anualmente, é uma iniciativa da Fundação Amélia de Mello, em parceria com a José de Mello Saúde.


Esta Bolsa visa contribuir para a investigação e progresso das Ciências da Saúde e destina-se a premiar jovens médicos, até aos 35 anos, que desenvolvam projetos de investigação clínica, individualmente ou integrados em equipas, no âmbito das Unidades de Investigação e Desenvolvimento das faculdades de Medicina portuguesas.

"A maioria dos investigadores têm-se concentrado no estudo dos fatores do hospedeiro humano que aumentam a predisposição para desenvolver tuberculose. Contudo, a bactéria da tuberculose apresenta também uma diversidade genética importante que pensamos que poderá justificar, pelo menos em parte, o amplo espectro de manifestações clínicas desta doença", explica Helder Novais e Bastos. "Com este trabalho, agora distinguido com a Bolsa D. Manuel de Mello, pretendemos caraterizar a filogenia das bactérias que causam tuberculose no norte do país, ou seja, que diferentes linhagens ou estirpes, com origens evolutivas distintas e geneticamente diversas, andam a circular e a infetar as pessoas".


E acrescenta: "Compreendendo em detalhe a diversidade genética da bactéria e a forma como esta influencia a gravidade da tuberculose, dar-nos-á pistas para desenvolver estratégias de tratamento mais ajustadas para cada caso. Por exemplo, se descobrirmos que uma linhagem particular de tuberculose está associada a um pior prognóstico da doença, os médicos saberão que devem intervir mais precocemente e, eventualmente, com uma abordagem terapêutica mais potente".


A tuberculose continua a ser um problema de saúde pública global. Estima-se que em 2011 tenham ocorrido cerca de 8,7 milhões de casos em todo o mundo, com uma mortalidade de 1,4 milhões de pessoas.

 

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