“O congresso anual de hipertensão e risco cardiovascular, este ano, estava marcado para fevereiro, mas por motivos pandémicos foi adiado para março”, refere o presidente do 16.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular, acrescentando que insistiram “em fazê-lo em formato apenas presencial”, uma vez que “grande parte do público-alvo são médicos de família, que estão empenhados no combate anti-pandémico e, portanto, não estariam disponíveis para assistir mesmo que fosse online". [No entanto], “estima-se que em março o pico pandémico já tenha desvanecido e as pessoas terão a possibilidade de voltar.”
Relativamente à duração e intervenientes, o Prof. Doutor Luís Bronze afirma que “o congresso será de três dias e espera que seja o mais abrangente que já foi”, seja pelas cerimónias que serão conduzidas “por pessoas que, neste tempo pandémico, atingiram alguma notoriedade”, como por exemplo o almirante Gouveia e Melo e o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.
Questionado sobre os temas que serão debatidos ao longo do encontro, o especialista declara que será focada, como habitual, a hipertensão “quer no domínio da terapêutica, quer na avaliação do doente hipertenso”. Mas nesta edição, será esperado o debate de “outros temas como a anticoagulação, a diabetes mellitus e determinados fatores de risco, como a obesidade, o exercício físico, a depressão e a falta de sono.” Acrescenta ainda que haverá o contributo de convidados estrangeiros, cuja "perspetiva é sempre muito interessante, entre os quais o presidente da Sociedade Europeia de Hipertensão, o Prof. Doutor Reinhold Kreutz”.
Como nota final, o Prof. Doutor Luís Bronze refere que se pretende que “o congresso seja muito participado”, acrescentando que o objetivo é que “as pessoas estejam [presentes], participem, façam como habitualmente fazem deste o seu congresso”. “Este ano foi especialmente duro dada a instabilidade pandémica, mesmo assim não desistimos nem desistiremos de o fazer um momento participado para que seja um sucesso”, conclui.


